from BLOG DO ALUIZIO AMORIM http://ift.tt/1SndZeI
via IFTTT
O blog onde você encontra os melhores coxinhas do Brasil, seu colesterol vai subir, aqui só tem a nata reacionária!
Leiam trecho:
A Bolsa Microcefalia é a cara da nossa miséria moral. É a cara da nossa solidão ética. É a cara do nosso desatino civilizacional. Não que eu seja contra. Como ser? O governo diz que vai pagar um salário mínimo por mês a bebês acometidos pela doença que pertençam a famílias com renda per capita de até R$ 220.
Parece exagero o que vou escrever, impróprio para o meio, mas a notícia me deu enjoo físico mesmo, não metafórico. É preciso saber a hora de dar um murro na mesa da isenção técnica. Sem um pouco de indignação, leitor, é bom que você nem se levante da cama. Fique lá enterrado nos humores do sono.
(…)
O zika é o mais triste e terrível símbolo dessa gente asquerosa que usou as urnas para assaltar o poder; que violou não apenas uma penca de dispositivos do Código Penal, mas também os fundamentos mais comezinhos do Estado de Direito. E o que é pior: ela o fez em nome de uma utopia, de uma redenção, de um valor alternativo.
(…)
No seu 14º ano de poder, não houve vício do atraso, do patrimonialismo, do mandonismo, do compadrio e, sim, da safadeza a que o partido não tenha emprestado uma dimensão superior, profissional, verdadeiramente técnica.
(…)
Agora o partido atinge o seu estado de arte. Os bebês com microcefalia, tornados bolsistas permanentes, são um testemunho de um modo de fazer política.
Eles são a evidência de que o petismo é também uma abominação moral.
Leiam a íntegra da coluna aqui
Por Flávio Ferreira, na Folha:
A ex-dona de uma loja de materiais de construção e um prestador de serviço de Atibaia (SP) afirmaram à Folha que a empreiteira Odebrecht realizou a maior parte das obras de reforma em um sítio frequentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus familiares. A reforma teve início em outubro de 2010, quando Lula estava no fim de seu segundo mandato como presidente. A Odebrecht disse que, após apuração preliminar, não identificou relação da empresa com as obras. Lula não quis comentar.
A propriedade rural, de 173 mil m² (o equivalente a 24 campos de futebol), está dividida em duas partes. Uma delas está registrada em nome de Fernando Bittar, filho de Jacó Bittar, amigo que fundou o PT com Lula. A outra pertence formalmente ao empresário Jonas Suassuna, sócio, assim como Bittar, de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente. A Odebrecht gastou nas obras cerca de R$ 500 mil só em materiais, estima Patrícia Fabiana Melo Nunes, 34, à época proprietária do Depósito Dias, loja que forneceu produtos para a reforma no sítio. “A gente diluía esse valor total em notas para várias empresas, mas para mim todas elas eram Odebrecht”, diz.
Segundo Patrícia, que não quis ser fotografada, os trabalhos no sítio foram coordenados pelo engenheiro da Odebrecht Frederico Barbosa, que cuidou da construção do Itaquerão, estádio do Corinthians, outra obra da empreiteira. Em entrevista à Folha, o engenheiro confirmou que trabalhou na reforma. Disse, porém, que estava de férias da Odebrecht no período, prestou serviços de graça e não sabia que o ex-presidente tinha ligação com o local.
(…)
Segundo Patrícia, os pagamentos da construtora eram feitos semanalmente. “Eu lembro que o Quico [apelido do engenheiro] ligava para um outro senhor, que orientava sobre como era para fazer as notas. Eu não tinha o telefone, o endereço, nada desse outro senhor. Só sabia que na sexta-feira às três horas da tarde ele passava lá para pagar. Os pagamentos giravam em torno de R$ 75 mil a 90 mil por semana, em dinheiro vivo”.
“Era uma mala que tinha outros valores também para pagar para os pedreiros, serventes, etc. Ele ia tirando envelopes de papel pardo. Dava para ver que tinha uma organização na mala para ser rápido, pagar o pessoal em ir embora. Ele só fazia isso”, diz.
(…)
Na entrevista à Folha, Patrícia Nunes disse ainda que, além da Odebrecht, “várias empresas” participaram da construção.
Em abril de 2015, a revista “Veja” informou que o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, que é amigo de Lula e um dos alvos da Lava Jato, pretendia, em uma eventual delação premiada, contar que realizou uma reforma no sítio de Atibaia a pedido de Lula. A Polícia Federal passou a investigar se a OAS beneficiou o ex-presidente.
Questionada pela Folha sobre o fato de fornecedores da obra no sítio em Atibaia terem afirmado que a Odebrecht foi a responsável pela compra de material e realização das obras no local usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua família, a empresa afirmou não ter relação com o terreno. “Após apuração preliminar, a Construtora Norberto Odebrecht não identificou relação da empresa com a obra”, disse por meio de sua assessoria de imprensa.
(…)
Marcos Sergio Migliaccio, conselheiro da Associação das Vítimas da Bancoop, afirma com todas as letras que Lula mente quando diz que tinha apenas uma cota do condomínio Solaris, no Guarujá. Palavra a palavra, diz à Folha: “Não existe esse papo de cota. Isso é mentira. A Bancoop vendia apartamentos, com o andar e a unidade especificados”.
É o que se depreende da declaração de Imposto de Renda de Lula de 2005. Lá está o valor da cota-apartamento: R$ R$ 47.695,38, com esta especificação: “Participação em Cooperativa Habitacional (apartamento em construção no Guarujá, São Paulo)”. E consta a informação de que o valor já estava quitado.
Pois é… De saída, que coisa, não? Um tríplex de 292 metros quadrados por pouco mais de R$ 45 mil, mesmo em 2005? Isso não é uma galinha morta, como se diz no jargão imobiliário. É uma granja inteira. O imóvel está avaliado hoje em R$ 1,8 milhão.
Confrontado com o fato inquestionável, um dos advogados de Lula, Cristiano Zanin Martins, disse o que segue, justificativa também apresentada ao Jornal Nacional:
“Toda cooperativa funciona por meio de cotas, conforme uma lei que vale para todo o País. No caso das cooperativas habitacionais, como a Bancoop, os associados se reúnem para realizar projetos residenciais com custo mais baixo. Ao final da obra, cada cota passa a equivaler a uma unidade, que pode ou não estar predefinida”.
Ah, entendi. Era cota, mas cada cota era um apartamento. Tenho a certeza de que o doutor Zanin Martins pode fazer melhor do que isso.
O Jornal Nacional também foi ouvir o testemunho de funcionários do edifício. Sim, o apartamento, hoje em nome da OAS, era da família Lula. Tanto era que os seguranças dos poderosos prendiam o elevador quando o Super-Homem estava lá. Sabem como é… Não fica bem o sujeito ser flagrado em companhia da classe trabalhadora.
Os Lula da Silva estão se enrolando nas explicações. Segundo Migliaccio diz à Folha, quando a Bancoop passou o empreendimento para a OAS, a empreiteira deu duas opções aos cooperados: pegar o dinheiro de volta ou investir mais na conclusão das obras. Em dezembro, nota do Instituto Lula diz que Marisa Letícia, a mulher de Lula, titular da cota-apartamento, preferiu não fazer nem uma coisa nem outra e decidiu aguardar a solução coletiva do problema. O representante dos cooperados diz que essa opção simplesmente não existia.
Pois é… Como pode? É que tanto uma coisa como outra teriam de ser documentadas, não é mesmo? A propósito: o que se fez daquela cota-apartamento antes declarada no Imposto de Renda? Se era uma simples opção de compra como a defesa tenta dar a entender, por que foi parar na declaração?
A ironia da coisa
Pois é, pois é… Não teria havido mensalão e petróleo sem PT, como resta óbvio — o que não quer dizer que não teria existido roubo sem PT, que fique bem claro. Essas duas estruturas criminosas são muito mais do que o assalto ao cofre. Trata-se de um assalto à institucionalidade.
Lula sempre foi o chefe inconteste do PT. Conseguiu se livrar de qualquer imputação, escapando pelas sinuosidades do direito penal. Quando não é assim, de modo inexplicável — veja o caso do empréstimo do Banco Schahin —, vê-se livre até de um simples inquérito.
Não deixa de ser uma ironia que possa quebrar a cara numa operação, vamos dizer, até que pequena, dada a voltagem em que seu partido opera.
Mas que se note: alguma blindagem ainda existe. Para todos os efeitos, oficialmente, a fase Triplo X da Lava Jato não está investigando Lula.
Quem conferiu a este senhor a inimputabilidade preventiva?
Eu sei que sempre parece de maus bofes partir, assim, de cara, afirmando que o grande esforço do governo para sair do buraco não vai dar em nada. Mas fazer o quê? Cada um segundo a sua profissão. Alguns ganham para ser otimistas; outros, para ser pessimistas; e há quem se comprometa a ser realista.
Dilma reuniu o tal Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que junta alguns dos maiores empresários do país, alguns sindicalistas, um ator, uma jogadora de vôlei e a presidente da Apeoesp, Bebel — que costuma promover greves absurdas e malsucedidas. A última iniciativa da companheira foi se juntar a grupos de extrema esquerda para impedir uma reforma correta da educação em São Paulo.
O que Dilma anunciou e/ou prometeu? Injetar R$ 83 bilhões na economia na forma de crédito mais barato, usar o FGTS como garantia de crédito consignado, lutar pela CPMF e defender a reforma da Previdência.
Peguemos do básico. Não conheço economista que acredite nessa tal retomada, por meio desse mecanismo, porque as empresas e os indivíduos estão endividados. Há uma chance de o dinheiro acabar sendo usado por quem não precisa. Os mecanismos ainda não estão claros. Os bancos públicos serão os agentes dessa expansão do crédito.
Sem convicção, Nelson Barbosa, da Fazenda, disse não haver risco de haver uma pressão inflacionária porque esse dinheiro já está na economia. Ninguém entendeu o que ele quis dizer. Todo dinheiro está na economia. Existe o inflacionário e não inflacionário. Se esse não for, certamente é por outro argumento.
O que o Conselhão pode fazer por Dilma? Nada! A menos que alguns potentados saiam dali para comprar parlamentares — não creio que vá acontecer —, Dilma precisa negociar com o Congresso. Será que, se o Bradesco, o Itaú e o Jorge Paulo Lemann pedirem, o Legislativo apoia a recriação da CPMF? Também se pode tentar com Wagner Moura, Ana Moser e Fernando Morais… Quem sabe?
Dilma não tem de negociar apenas com o Congresso. Também é conveniente que converse o povo, a quem prometeu solenemente que não iria recriar o imposto, não é mesmo?
Em seu discurso (íntegra aqui), disse a soberana sobre a reforma da Previdência:Consel
“Não somos mais o país de jovens que podia se permitir adiar indefinidamente a solução de seus desequilíbrios previdenciários. Os brasileiros – e isso é muito bom – estão vivendo cada vez mais e o direito à aposentadoria tem sido exercido por mais tempo. A aposentadoria é a justa remuneração pelo trabalho de toda uma vida. Mas estamos em vias de perder o chamado “bônus demográfico”, ou seja, a situação mais confortável em que a parcela da população que trabalha é maior do que aquela de crianças e idosos somados. A tarefa de um governo responsável, de um Congresso cônscio de seus deveres e de uma sociedade preocupada com seus cidadãos é analisar esta realidade com prudência e serenidade, mas sem interditar o debate. É normal ter incerteza quanto ao futuro. Nós todos temos incerteza quanto ao futuro. Mas não podemos ter medo de discuti-lo desde já, porque assim fazendo reduzimos as incertezas, os ônus e encaminhamos as soluções.”
Quem não tem memória que compre a conversa mole desta senhora. Ela sabe muito bem que o seu partido inviabilizou a reforma da Previdência que FHC tentou implementar. E que vai continuar a se opor a qualquer mudança, esperando que os “conservadores” façam o que eles, esquerdistas, consideram o “serviço sujo”. Até agora, a própria presidente não tem coragem de assumir uma pauta. Para fazê-lo, reitero, tem de se comportar, de novo, como estelionatária.
O conselhão é só uma manobra de curto prazo para tentar tirar o impeachment da agenda. O que se quer é vender um conjunto de intenções, insisto nos mesmos erros — uso dos brancos públicos — para ver se empurra a coisa com a barriga até 2018.
O projeto de Dilma continua o mesmo: não cair. O resto é conversa mole.
Um governo que fosse sério escolheria duas ou três prioridades, elaboraria um projeto e iria bater às portas do Congresso. O que Dilma quer é ver se usa o conselhão contra o Parlamento, para que aquele pressione este. Não funcionou antes. Não vai funcionar agora. A menos que o capital Nascimento “meta todo mundo no saco”.
Dilma discursa neste momento na reunião do Conselhão. Anuncia que o pacite de inventivo à economia, via crédito, será de R$ 83 bilhões. A outra novidade é o uso do FGTS como garantia do crédito consignado. Voltarei ao tema. Vai mudar alguma coisa?