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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Eis o que vai realmente derrubar Dilma: a economia. Ou: Não temos guerra, mas temos o PT

O PIB do país registrou queda de 1,7% no terceiro trimestre em relação aos três meses anteriores e de 4,5% em comparação com o mesmo período de 2014. No acumulado do ano, entre janeiro e setembro, a economia brasileira já encolheu 3,2%. Esse é o pior resultado desde o início da série histórica do IBGE, em 1996.

Entre os segmentos, a indústria é o que tem o pior desempenho em 2015. Nos três trimestres do ano, o recuo do setor é de 5,6%, e, em relação ao mesmo período do ano passado, a queda é de 6,7%. O setor de serviços também tem números muito ruins, com destaque negativo para o comércio, que recuou 2,4%. Até mesmo a agropecuária vai mal. Em comparação com o segundo trimestre, o segmento registrou queda de 2,4%.

Outro dado péssimo: o consumo das famílias recuou 4,5% em relação ao trimestre anterior. É a maior queda desde o início da série histórica, em 1996.

A retração de 1,7% do PIB no terceiro trimestre foi a maior queda entre 41 países que já divulgaram o seu dado de julho a setembro. E não é só isso: a recessão brasileira é também a mais longa em todo o mundo.

O resultado chama atenção porque aconteceu em um período em que boa parte da economia mundial teve crescimento: dos 41 países analisados, 35 obtiveram resultado positivo ou ficaram estagnados. Além do Brasil, somente Dinamarca, Japão, Taiwan, Grécia e Estônia encolheram no terceiro trimestre. Entre os países da América Latina, apenas Chile e Colômbia já anunciaram seus dados de julho a setembro. O primeiro cresceu 0,4%, e o segundo, 0,8%.

Mais um destaque negativo: o PIB brasileiro acumula o terceiro trimestre consecutivo de retração, uma sequência que nem mesmo Grécia e Ucrânia, dois países que vivem crises graves, obtiveram no período.



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Delcídio, seu suplente e Bumlai: laços de família

Caso o senador petista Delcídio do Amaral (PT-MS), preso pela Operação Lava Jato, não possa retornar às suas atividades parlamentares, assumirá a vaga seu suplente, o empresário Pedro Chaves dos Santos. E quem é Pedro Chaves dos Santos? Filiado ao PSC de Mato Grosso do Sul, o suplente tem uma relação familiar muito próxima com outro preso na Lava Jato: José Carlos Bumlai, o amigão do Lula.

A filha de Chaves, Neca Chaves Bumlai, é casada com Fernando Bumlai, filho do pecuarista. Essa relação familiar lançou suspeitas sobre o suplente. Senadores disseram ter receio de que uma pessoa com ligações tão próximas com o amigão do Lula possa assumir uma cadeira na Casa. Uma possível ascensão de Chaves, no entanto, ainda deve demorar. De acordo com a Constituição, o suplente só pode assumir o cargo em caso de morte do titular, renúncia ou cassação do seu mandato ou quando o senador tirar uma licença superior a 120 dias.

Por ter sido preso, Delcídio foi colocado em uma licença especial automática e sem prazo definido. Ele foi o primeiro senador, desde a redemocratização, a ser preso no exercício do mandato. Mesmo nessa condição, ele continuará a receber um salário de R$ 33,4 mil pelos próximos quatro meses no mínimo.

Eis mais uma prova de que a tal suplência, no Senado, serve apenas à, como vou dizer?, sem-vergonhice. Pronto. Já disse.



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Cunha e Dilma se estreitam num abraço insano. Ninguém aposta que ela sobreviva às águas de março

Vamos convir, leitor amigo, a coisa parece roteiro de novela. Ou, para adaptar a comparação às circunstâncias contemporâneas e aos novos hábitos, estamos assistindo a um desses seriados do Netflix. E prestes a ver o último capítulo da Primeira Fase de “Os Farsantes”.

Chegamos àquela situação em que três petistas podem decidir o futuro imediato de Eduardo Cunha no Conselho de Ética. Num cenário de virtual empate, com um colégio de 21 pessoas, três votos podem valer 6, não é?

Se os companheiros Valmir Prascidelli (PT-SP), Leo de Brito (PT-AC) e Zé Geraldo (PT-PA) se opuserem à continuidade do processo contra Cunha, é grande a chance de este mandar arquivar a denúncia que pode resultar no impeachment de Dilma. Se eles votarem a favor — e não importa se o presidente da Câmara terá ou não o placar que deseja —, o peemedebista admite a denúncia.

Há quem diga que a coisa é assim mesmo: 50% a 50%. O PT faz isso e recebe isso. Faz aquilo e recebe aquilo. Há quem sustente que a realidade é um pouco mais complexa.

A acusação de que o BTG Pactual pagou R$ 45 milhões a Cunha por uma emenda à MP 608 teria sido, para o presidente da Câmara, a gota d’água e lhe teria dado a certeza de que seu destino está sendo traçado em subterrâneos fora de qualquer intervenção. Tenha ele recebido ou não, eis um fato: quem conversa com o deputado diz que, desta feita, ele realmente perdeu a fleuma. Antes, o homem se dizia apenas indignado com as acusações contra ele — uma indignação de jogador. Agora, estaria furioso.

Quem é que sabe? A realidade, nesse caso, está indo muito além de qualquer ficção. Nesse último capítulo da primeira temporada, o Planalto cobra dos três petistas que pensem apenas na pátria, mas não aquela representada pelas cores verde e amarelo. É para pensar na pátria da bandeira vermelha: o PT.

Não é preciso ser muito sagaz para intuir que, caso Cunha aceite a denúncia contra Dilma, começará a contagem regressiva para ela deixar o cargo. O que já está desarranjado lá nas bandas do governo vai se desarranjar ainda mais.

A economia degringola, e a crise, que é política, que é, então, por óbvio, econômica, começa a exibir sinais de crise social também. Diz-se por aí que ninguém tem resposta para o atual quadro. Pode até ser verdade. Ocorre que cabe a Dilma responder à equação, e ela, é visível, também não tem o que dizer. Ademais, não se pode exigir que os que estão fora do comando atuem como se no comando estivessem.

Dilma sabe que faria um bem imenso ao país se, uma vez admitida a denúncia, fizesse o óbvio: renunciar ao mandato, antes que as coisas se esgarcem mais do que hoje.

Ainda que jamais o faça de público, a presidente certamente tem consciência de que a sua eleição — legal, sim —, a essa altura, foi deslegitimada por pensamentos, palavras e atos.

O pensamento deslegitimou sua eleição porque o PT jamais ignorou que entrava numa corrida munido da intenção de sempre: a conquista do poder a qualquer preço. As palavras a deslegitimaram porque Dilma empreendeu uma ordem de compromissos que não tinha como cumprir. E, finalmente, deslegitimaram-na os atos, uma vez que a presidente está sendo obrigada, pela matemática, a cumprir um roteiro rigorosamente oposto ao que foi pactuado com os que sufragaram o seu nome.

Em vez de novos e sorridentes amanhãs, Dilma oferece ao país o desastre. Deveria deixar o posto independentemente do que faça Cunha. Mas não terá como segurar o rojão se ele acatar a denúncia.

Agentes políticos, os mercados, os futurólogos, os analistas de todos os matizes… Ninguém aposta que Dilma sobreviva às águas de março.

É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama.



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Diagnosticada uma nova e perigosa (para o país!!!) doença: o “Mal de Bumlai”

Foi diagnosticada uma nova doença no Brasil. Chama-se “Mal de Bumlai”. A exemplo de alguns outros males, também provoca esquecimento — só que é um esquecimento seletivo. A pessoa não se lembra justamente de aspectos pouco abonadores de sua biografia ou que lhe garantem um lugar na cadeia.

O pecuarista José Carlos Bumlai depôs na Polícia Federal nesta segunda. E, ora vejam, negou uma relação de amizade com o ex-presidente Lula. Como vocês sabem, a 21ª fase da Lava-Jato se chama “Passe Livre” em referência a um aviso que havia na portaria principal do Palácio do Planalto quando Lula era presidente. Lá estava escrito: “O sr. José Carlos Bumlai deverá ter prioridade de atendimento na portaria Principal do Palácio do Planalto, devendo ser encaminhado ao local de destino, após prévio contato telefônico, em qualquer tempo e qualquer circunstância”. Junto com o texto, uma fotografia do empresário. Amizade com Lula? Bem, vai ver eram só negócios, então.

Segundo Bumlai, no ano passado, os dois estiveram juntos três vezes. Lula, afirmou ele, esteve apenas uma vez em uma propriedade sua, em 2002.

Mais curioso: o empréstimo de R$ 12 milhões contraído junto ao Banco Schahin, disse ele, foi destinado à compra de uma fazenda e nada tinha a ver com o PT.

Confrontado com a informação prestada pelos próprios diretores do banco, segundo a qual Delúbio Soares compareceu em pessoa para celebrar o acordo, já que o dinheiro era para o partido, o amigão de Lula disse não se lembrar de ter se reunido com o ex-tesoureiro petista. Eis aí um esquecimento típico dessa doença de lesa-pátria: Mal de Bumlai.

Mas ele pagou, afinal, o empréstimo? Disse ter quitado a dívida com embriões de boi!!! Mas e a prova? Ah, segundo ele, o Banco Schahin lhe apresentou um documento com uma confissão de dívida de R$ 60 milhões, mas ele se negou a assinar. Que pena, né?

O que é espantoso nisso? O próprio Salim Schahin, chefe do grupo empresarial, deixa claro que o dinheiro era, sim, para o PT e que a dívida nunca foi paga. Ou melhor, foi: a pendência foi perdoada porque o grupo conseguiu assinar um contrato US$ de 1,6 bilhão para operar um navio-sonda da Petrobras. E com a intermediação de Lula e de… Bumlai.

Que história esta, não? Então o empresário toma R$ 12 milhões de empréstimo, salda a dívida usando embriões de boi como moeda, mas fica sem uma miserável prova do pagamento? Foi com essa esperteza que ele se tornou o primeiro-amigo do Rei? Acho que não.

E Bumlai foi de negativa em negativa, sem conhecer ninguém, sem se lembrar de nada… Um portento! Hoje, o empresário é o fio desencapado mais perigoso no qual se enrola Lula.



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Na VEJA.com: “Bumlai não existe; quem existe é Lula”



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Conselho de Ética está pau a pau; os 3 votos do PT podem, sim, fazer a diferença contra Cunha ou a favor dele

O Conselho de Ética está dividido. Um levantamento feito pela Folha indica que o deputado Eduardo Cunha contaria hoje com 10 dos 21 votos. Votam abertamente contra ele oito deputados. E três estão indefinidos. Assim, os três votos que o PT detém no Conselho podem fazer a diferença.

Votariam a favor da admissão do processo e, pois, contra Cunha os seguintes parlamentares:
– Marcos Rogério (PDT-RO);
– Sandro Alex (PPS-PR);
– Fausto Pinato (PRB-SP);
– Júlio Delgado (PSB-MG);
– José Carlos Araújo (PSDB-BA);
– Betinho Gomes (PSD-PE);
– Nelson Marchezan Jr. (PSDB-RS);
– Valmir Prascidelli (PT-SP)

São considerados indefinidos:
– Paulo Azi (DEM-BA);
– Leo de Brito (PT-AC);
– Zé Geraldo (PT-PA)

Votariam contra a admissão do processo e, pois, a favor de Cunha:
– Mauro Lopes (PMDB-MG);
– Washington Reis (PMDB-RJ);
– Ricardo Barros (PP-PR):
– Cacá Leão (PP-PA);
– Vinicius Gurgel (PR-AP);
– Wellington Roberto (PR-PB);
– Erivelton Santana (PSC-BA);
– Sérgio Britto (PSD-BA);
– Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP);
– Paulinho da Força (SD-SP)

Confirmados esses votos, notem que Eduardo Cunha está precisando apenas de mais um  para se safar. Entre os que estão contra ele — e, pois, a favor da admissibilidade —, há um do PT. O governo tenta enquadrar os três dos partido e os quer em defesa de Cunha.

Se os que hoje estão na lista dos “fiéis” assim se mantiverem e se os petistas seguirem a orientação do Planalto, o presidente da Câmara obtém 13 votos.

A coisa ainda não estará liquidada. Pode haver um recurso ao plenário da Casa, desde que subscrito por um décimo de seus membros — 52 deputados. É o que estabelece o Inciso III do Parágrafo 4º do Artigo 14 do Regimento Interno do Conselho de Ética.

Se isso acontecer, procede-se a uma votação simbólica. É aquele momento em que quem preside a sessão diz: “Os que são favoráveis (ou contrários) a tal matéria levantem a mão”. E se faz, então, uma apreciação visual do placar. Se alguém pedir verificação, aí se parte para a votação nominal.



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URGENTE! ATIVISMO DIGITAL TENTA IMPEDIR GOLPE CONTRA OPERAÇÃO LAVA JATO COM A CAMPANHA "FORA AROLDO CEDRAZ".



ATENÇÃO PESSOAL, NÃO PERMITAM UM NOVO GOLPE NA LAVA JATO!!! Não podemos deixar que o TCU se transforme numa feira livre de venda de decisões. As investigações apontam para as negociatas feitas entre Aroldo Cedraz, o filhinho prodígio e milionário Thiago Cedraz e o chefe do clube do bilhão, Ricardo Pessoa. O empreiteiro disse que recheou com R$ 1 milhão o bolso de Thiago para comprar uma decisão no TCU: a liberação da construção de Angra III. Alguém acredita que o filhote opera sem o pai no TCU? É imoral reconduzir Cedraz! Os ministros podem mudar esse jogo. Os movimentos contra corrupção fazem manifestações. Entenda o risco. Espia! Para mandar email acesse: http://ift.tt/1T3vD5e
Posted by Joice Hasselmann on Segunda, 30 de novembro de 2015
A jornalista Joice Hasselmann voltou à carga em novo vídeo em sua página do Facebook. Sim, depois que foi despedida do site da revista Veja onde comandava a TVeja a jornalista continua atuando e gravando vídeos como este aí acima, onde ela argumenta por que Aroldo Cedraz não pode ser reconduzido à presidência do Tribunal de Contas da União (TCU), por que isso representaria um novo golpe contra a Operação Lava Jato. 
Segundo Joice Hasselmann, os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) podem virar este jogo.
De quebra em texto no Facebook Joice avisa que todos os brasileiros dispõem agora de um movimento organizado pela internet para barrar o avanço daqueles que tentam destruir o Brasil, que é o site Acorda Brasil, uma poderosa plataforma de ativismo pela internet. Aproveite e acesse unindo-se à campanha fora Aroldo Cedraz enviando seu email: http://ift.tt/1NFLbOM



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