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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Fachin é o novo relator da Lava Jato no STF

Na VEJA.com:

O ministro Luiz Edson Fachin foi definido nesta quinta-feira, em sorteio, como novo relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele substituirá na função o ministro Teori Zavascki, morto em um acidente aéreo em Paraty (RJ) há duas semanas.

O sorteio foi feito entre os cinco integrantes da Segunda Turma, a mesma a que pertencia Teori: Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Celso de Mello e Fachin. Antes de assumir a relatoria dos processos da operação que descortinou o maior caso de corrupção da história do Brasil, o ministro foi transferido da Primeira para a Segunda Turma do STF, da qual Teori era integrante e que é responsável pelas decisões colegiadas sobre a operação.

Entre as atribuições que caberão a Fachin à frente da Lava Jato está a de decidir a respeito do sigilo dos depoimentos colhidos nas delações das empreiteiras, caso dos 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht, cujos acordos foram homologados pela presidente do STF, Cármen Lúcia, na última segunda-feira.

A possível retirada do sigilo da “delação do fim do mundo”, com cerca de 300 anexos, é motivo de apreensão no Palácio do Planalto e no Congresso, pois muitos políticos, incluindo o presidente Michel Temer e os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (PMDB-CE), foram citados nos depoimentos.

A última indicação de Dilma
Última das cinco indicações da ex-presidente Dilma Rousseff ao STF, em abril de 2015, o gaúcho Luiz Edson Fachin, de 58 anos, teve a nomeação confirmada por 52 votos a 27 no plenário do Senado em maio daquele ano. Antes de ser escolhido para ocupar a vaga deixada pelo ex-ministro Joaquim Barbosa, Fachin foi procurador do Estado do Paraná, advogado e professor de Direito Civil na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A indicação de Edson Fachin ao Supremo foi acompanhada por uma série de polêmicas que envolveram a trajetória do magistrado, lembradas por parlamentares de oposição ao governo petista.

A maior controvérsia girou em torno do vídeo que mostra Fachin pedindo votos a Dilma durante o segundo turno da campanha presidencial de 2010. À época, o ministro leu um manifesto de juristas a favor da petista que pregava a “união de forças” e exaltava a administração do então presidente Lula como “governo que preservou as instituições democráticas e jamais transigiu com autoritarismo, um governo que não tentou alterar casuisticamente a Constituição para buscar um novo mandato”.

“Apoiamos Dilma para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimento econômico que signifique desenvolvimento para todos”, disse Edson Fachin.


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Marisa Letícia tem morte cerebral

Na VEJA.com:

A família da ex-primeira dama Marisa Letícia autorizou a doação de seus órgãos, segundo médicos ligados à sua internação. O próprio marido, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuidou desta liberação. O estado de saúde de Marisa é gravíssimo e irreversível, já que não há mais fluxo cerebral.

Internada desde terça-feira da semana passada (24) em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC), do gênero mais grave, Marisa vinha apresentando “melhoras progressivas”, segundo boletins médicos divulgados nos últimos dias pelo Hospital Sírio-Libanês. Na última terça-feira, os médicos cortaram a sedação para verificar como ela reagia – até então a ex-primeira dama estava sendo mantida em coma induzido.

Nas primeiras horas da última quarta-feira, os sinais eram positivos até que, durante à tarde, a situação começou a se agravar. Houve aumento da pressão intracraniana e da inflamação cerebral, o que a levou a ter vasoespamos (contração de vasos sanguíneos) e anisocoria, quando as pupilas ficam dilatadas, num sinal de que a circulação sanguínea no cérebro era mínima. Ela, então, foi colocada novamente em coma induzido.


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Em texto doidão, Celso escolhe omissão; Maia é candidato

Afinal, a candidatura de Rodrigo Maia, em processo de reeleição, à presidência da Câmara é legal ou não? Celso de Mello, o relator do caso no Supremo, fez o que eu disse que faria: escolheu não escolher. Lendo a sua decisão, no entanto, a questão parece liquidada: em favor de Maia e contra a letra explícita da Constituição. A máxima é a seguinte, amigo: fogo morro acima, água morro abaixo e juiz quando quer ler o que não está escrito ou não ler o que está… Bem, ninguém segura.

Para lembrar: considero Maia o melhor entre os postulantes. Mas é um fato de clareza solar que sua candidatura esbarra na Constituição (Artigo 57) e no Regimento Interno da Câmara (Artigo 5º). Ocorre que a intenção de Mello era não decidir. E, meus caros, ainda que eu sintetize aqui, vale a pena ler as 26 páginas de sua decisão (íntegra aqui). Ele é, sim, um ministro preparado. Mas abusou da boa-vontade de quem decidiu ler o que escreveu. A decisão certamente se inscreverá entre as mais confusas que já tomou. Com todo o respeito, quase nada ali faz sentido.

O ministro começou criticando o instrumento a que recorreu o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) e outros para tentar barrar a candidatura de Maia, a saber: mandando de segurança. Segundo disse, o MS é descabido; a liminar não se justifica, e não cabe ao parlamentar fazer o que chamou de “controle preventivo de constitucionalidade material”.

E que diabo é essa história de “controle preventivo de constitucionalidade material”? É quando alguém recorre ao Supremo, por exemplo, tentando impedir a apresentação, na Câmara ou no Senado, de uma emenda ou projeto que diga respeito a direito público subjetivo, na presunção de que seja inconstitucional. Parlamentares não têm legitimidade para  isso, é claro! Ou, em vez de atuar nas casas legislativas, viveriam nos tribunais para tentar impedir adversários de fazer propostas. E também não deve o Supremo impedir o livre exercício do Parlamento.

Mas venham cá? Era esse o caso? O que diz a Constituição sobre a reeleição de membros da Mesa no Artigo 57? “§ 4º Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente”.

Não se trata de fazer controle prévio nenhum, ora essa. A questão está consolidada. A norma é claríssima em vetar a reeleição. A especificação dos dois anos de mandato institui o tempo máximo. Como se viu, intercorrências podem abreviar o período. E nem por isso reeleição deixa de ser reeleição. Concorrer à Presidência da Câmara está, sim, entre os “direitos subjetivos” de Maia. Mas e concorrer à reeleição?

Está longe de ser uma argumentação ortodoxa.

Em tese, ao menos, a questão não está liquidada. Mello decidiu ser preciso citar o deputado Rodrigo Maia e ouvir suas razões, com o objetivo oferecer o direito ao contraditório. Seu ingresso como parte é necessário para a continuidade do processo, sob pena de sua nulidade. Na decisão, é previsto o prazo de cinco dias para a citação de Maia e de dez dias para o oferecimento de informações.

Mérito
Celso de Mello não se pronunciou explicitamente sobre o mérito, mas o fez de maneira enviesada. No seu despacho, citou em tom de assentimento pareceres de Roberto Barroso (quando era apenas advogado) e Heleno Torres. Segundo a dupla, Maia só estaria impedido de disputar a reeleição se tivesse cumprido mandato de dois anos. A interdição não valeria para mandato-tampão.

A leitura desafia o sentido das palavras e a lógica.

Bem, vamos ser claros: essa questão está morta. Celso decidiu não decidindo. Maia está apto, segundo o Supremo, a concorrer.

Conclusão: a Câmara deverá reeleger o melhor dos candidatos postos, contra a Constituição e o Regimento, sob as bênçãos da omissão do Supremo.

Você tem a impressão, às vezes, de que a coisa tá virando bagunça?

Bem, amigo, você está certo!

 


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NA ESTEIRA DE TRUMP E DO BREXIT PARTIDOS CONSERVADORES EUROPEUS AVANÇAM O PODEM DEMOLIR A UNIÃO EUROPEIA

A Primeira Ministra conservadora britânica, Theresa May, desde que assumiu o poder tem sido retratada normalmente como uma boca mole em termos políticos e afeita a rapapés e salamaleques em debate com esquerdistas do PT britânico, o Partido Trabalhista. Leitores e telespectadores são levados a imaginar que a premiê Theresa May é algo como água de salsicha.
Esta é uma técnica sutil porém utilizada à farta pelos jornalistas da grande mídia para minimizar o poder de fogo de uma liderança política conservadora. Praticamente a totalidade, com raras exceções, dos jornalistas, são rematados esquerdistas e, portanto, idiotas. É no meio jornalístico - e aqui valho-me da minha experiência para afirmar - onde se encontra o maior número de idiotas e imbecis da face da Terra. Não estou exagerando.

Essa gente das redações dos veículos da grande mídia usa todos os artifícios imagináveis e inimagináveis para mentir em favor da causa comuno-bundalelê politicamente correta. Se os leitores prestarem a atenção no noticiário internacional de todos os veículos da grande imprensa notarão que quando seus jornalistas não produzem Fake News eles escamoteiam ou distorcem as informações enquadrando os personagens na narrativa esquerdista.

Por isso, não se sabe o que de fato está rolando em termos políticos e eleitorais nos países da União Europeia. Mas o pouco que se sabe é que o Brexit é uma realidade e o Reino Unidos já está encaminhando um acordo de comércio direto com os Estados Unidos, pois não precisará mais pedir licença aos velhacos da União Europeia.
A conservadora Marine Le Pen lidera as pesquisas eleitorais na França
Sabe-se também que a conservadora Marine Le Pen na França está fazendo barba e bigode, segundo as pesquisas da corrida eleitoral. Os trastes da grande mídia a qualificam de “extrema direita”, embora Le Pen seja uma política normal de viés conservador. Mas para o jornalismo esquerdista ela é uma nazista, fascista de extrema-direita.

Saiu uma pesquisa esta semana na França apontando que Le Pen está na frente na corrida eleitoral. Todavia, o instituto de pesquisa afirma que na reta final ela perderia a eleição, embora esteja dando de relho em todos os seus adversários.

Sabe-se, por outro lado, que a Alemanha é um caldeirão pronto para explodir e a Oposição deve detonar Angela Merkel. Todavia, não há quase nada sobre o que está ocorrendo na Alemanha em termos políticos. Quando os fatos conspiram contra a narrativa esquerdista os jornalistas passam a tergiversar e escamotear as informações relevantes.

E no próprio Reino dos Países Baixos - Holanda e Bélgica - a Oposição é forte, particularmente na Holanda que se tornou um reduto bundalelê de todas as pestes esquerdistas financiadas pela casta de vagabundos da União Europeia.
Com o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia, a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos, o crescimento de Le Pen na França e o revés do partido da tirana muçulmana Angela Merkel, não é difícil perceber que o jogo virou. Por isso a camorra globalista está esperneando.

Mas o que já entrou para o anedotário foi uma declaração de guerra contra Donald Trump pelo português comunista António Guterres, o atual Secretário Geral da ONU. Guterres é o rato que ruge. Mas a grande mídia deu um enorme destaque para o que disse esse português ridículo e oportunista que está mamando nas tetas da ONU. 

Portanto, o vídeo acima é um tapa na cara desses jornalistas canalhas, mentirosos e comedores de caraminguás da União Europeia, do George Soros, da ONU, OEA e de mais uma miriade de ONGs bundalelês e ecochatas. 

O excelente site Tradutores de Direita fez mais um ótimo trabalho ao legendar essa saudável escaramuça no Parlamento britânico. Isto jamais sairá na grande mídia. O redator do site acrescenta um texto explicativo a respeito do vídeo: 

O vídeo a seguir pode parecer como apenas mais uma boa resposta que uma conservadora dá à choradeira ditatorial esquerdista. Ele realmente é uma ótima resposta, algo que pode inclusive inspirar muita gente a enfrentar a esquerda mais escandalosa e histérica. 

O vídeo também mostra outra coisa muito interessante, como responder a altura, quando é o conservador que está no poder. Esta parece ser uma posição delicada, pois estando no poder, a tendência é que o alvo das críticas seja você mesmo, são suas políticas que ficam em evidência.

Então, como a conservadora Theresa May consegue responder ao líder do partido trabalhista? Ela simplesmente mostra como seria se fossem implementadas todas as propostas do adversário, e por que ela é de fato uma líder governamental, enquanto que ele resta apenas fazer birra na oposição.

Tradução do vídeo e legendas: Pedro Henrique Revisão: Felipe Galves Duarte


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UM FIO TÊNUE AMARRA OS PILARES DO ESTADO BRASILEIRO...

O noticiário político referente ao Brasil é algo surrealista. Nem Salvador Dali seria capaz de pintar um quadro melhor do que pintam os políticos tupiniquins assessorados por um bando de comadres fofoqueiras que pululam em torno do Supremo, do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto. Sinto asco quando sou obrigado a ler o que dizem os jornalistas da dita 'grande mídia' nacional. Quando o jornalismo resvala para a fofoca pode chutar que é macumba.

Impressionante é que o país está no fundo do poço e ninguém, absolutamente, ninguém - refiro-me a quem está no poder Executivo, Legislativo e Judiciário - toma alguma iniciativa concreta, relevante e que possa fazer surgir no fim desse imenso túnel um luzinha de esperança. Nada! 

O Brasil continua sendo uma república socialista bananeira. Há um cipoal de empresas estatais que começa pela Petrobras, a joia da coroa. Até agora esse arremedo de governo do Sr. Michel Temer, mantém tudo rigorosamente como sempre foi, ou seja, o Estado obeso e enfatuado, gastando sem parar. 

Imaginem que no Brasil o Estado é banqueiro! E quando a banca vai pro bejo o chefete da Nação manda a Casa da Moeda agir! Assim é na Venezuela, onde o ditador Nicolás Maduro mandou imprimir notas que vão além do número 100. Lembram-se quando tinhamos notas de 1.000? Não demora estaremos nós, de novo, com notas de 1.000 Reais que não valem nada!

Como a situação é calamitosa esse governinho tampão resolveu tungar o bolso dos assalariados sem qualquer cerimônia. Inclusive dos velhos à beira da aposentadoria. É certo que precisa se fazer algo para evitar um estouro da Previdência. Mas primeiro tem de promover a privatização total e irrestrita de todas as empresas estatais. Elas constituem o principal veículo da corrupção, das negociatas e de roubalheiras variadas que vieram a tona em borbotões por meio da Operação Lava Jato. Este é problema crônico que faz sangrar os cofres da Nação. O Estado jamais pode ser empresário.

Enquanto isso a imprensa tupiniquim continua no terreno da fococa. Fulano vai delatar! Tiraram a peruca do Eike! Lula será candidato a imperador do Brasil! Vejam o cardápio de refeições oferecido aos ladrões do erário que estão presos! Trump é um maluco!, e coisas do gênero. Por tudo isso a grande mídia esfarela.
E que dizer da nossa máxima Corte de Justiça, o STF? Nunca esteve tão rente ao chão. É motivo de humorismo pelas redes sociais. Um fio tênue, podre, amarra os pilares do Estado brasileiro. 

Nada como os dois cartuns do mestre Sponholz que ilustram esta postagem. Eles refletem a verdade dos fatos. Falam mais do que mil palavras.


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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Não a Lewandowski? Peçam para Prima Carminha seguir lei!

Acabo de receber uma mensagem de um vagabundo que nem sei quem é dando conta de que tudo já teria sido arquitetado no Supremo para que o futuro relator da Lava-Jato seja o ministro Ricardo Lewandowski. E que este, então, assaria a pizza.

A tese é a seguinte: o sorteio será apenas aparente. Até os ministros acreditariam nele… Bem, suponho que Cármen Lúcia, recém-alçada ao panteão das heroínas, também levaria um passa-moleque. Como o relator é escolhido por sistema eletrônico, vem a certeza de que alguém controla o troço.

Então vamos ver. Cármen não saberia. Os próprios ministros não saberiam. Mas, claro!, o gênio que se apresenta como farejador — não duvido disso — sabe de tudo e vem nos tirar das trevas.

Que gente mixuruca!

Sabem o que acho impressionante? Por que, em vez de dar azo e curso a teorias conspiratórias, esses bravos não param cinco minutos para ler o Regimento Interno do Supremo? É um tempo tão curto, dada a quantidade de merda que deixaria de ser lançada por aí…

Mas não! Os vigaristas seguem tendo a sua opinião a respeito — algumas delas livres como a cotação da moeda da sem-vergonhice — e não se importam que os fatos reais os desmintam.

Vamos lá. Dado o Regimento Interno do STF,  o relator deveria ser o nome a receber ainda indicação de Michel Temer. Mas não será. O presidente já disse que só faz sua escolha depois que for escolhido o novo relator.

Bem, a segunda leitura, ainda com base no Regimento, fica atenta à palavra “vaga”. Vamos lembrar o que está escrito no Inciso IV do Artigo 38: “Em caso de aposentadoria, renúncia ou morte [o relator é substituído: a) pelo ministro nomeado para a sua vaga”.

Se Cármen decidisse levar em conta o Regimento — não parece ser a sua especialidade nessa fase autocrática da presidência —, ela concluiria que é Edson Fachin quem está assumindo, na Segunda Turma, a vaga aberta com a morte de Teori Zavascki. Logo, quem é que deve, segundo a norma, ser o relator? Fachin.

Mas não! Prima Carminha — caso único no mundo democrático de sucessão familiar em corte superior, já explico —, mais uma vez, não quer saber o que diz a norma. A última bolacha do pacote exige porque exige sorteio.

E, é claro, o relator pode, sim, ser Ricardo Lewandowski. Por que não? Há 20% de chance de ser qualquer um dos cinco. E 80% de não ser.

Quer dizer que o sujeito acha que existe uma conspiração; que o sorteio eletrônico já está sob o controle do “Titânico Mr. Yes”…, mas continua a considerar Cármen Lúcia a única pessoa séria do Supremo?

NOTA:  Quem é “o titânico Mr. Yes? Bem, refiro-me um humorístico da Globo de 1971 (eu tinha 10 anos), estrelado por Chico Anysio, chamado “Linguinha X Mr. Yes”. Quem se lembra disso? Só eu e, tenho certeza absoluta, meu amigo Jeffis Carvalho. Mr. Yes queria dominar o mundo, claro! Era tão mal quanto essas pessoas sem cara, sem nome, sem rosto, sem endereço, sem existência física que… querem “acabar com a Lava-Jato”.

Adiante
Atenção! Não estou propondo acomodação nenhuma! Quem faz isso é a Prima Carminha na sua fase Luiz XIV. Estou defendendo o Regimento.

Se o escolha recair sobre Lewandowski ou Dias Toffoli, os antipetistas juramentados irão enxergar conspirações? Ah, irão! E nem vão se ocupar de saber a trajetória de votos de cada ministro para saber se sua suspeita é, ao menos, verossímil.

Se o escolhido for o corajoso Gilmar Mendes, aí os petistas é que vão babar porque, também ignorando o histórico de suas decisões, dirão ser ele um adversário. Ah, sim: no seu caso, também a extrema direita vai arrepiar as penas porque acha que lei que combate abuso de autoridade tem o objetivo de destruir a Lava Jato… Coisa de mixurucas.

Há Celso de Mello, considerado excessivamente esquerdista por extremistas de direita e excessivamente direitista por extremistas de esquerda. “Ah, então ele está sempre certo?” Claro que não! Nem ele nem ninguém. Até porque a gente pode estar errado ainda que desagrade a todo mundo, não é? No julgamento do mensalão, enfureceu os antipetistas quando deu o sexto voto, de desempate, em favor dos embargos infringentes — extintos por lei, a meu ver. À esteira deles, penas foram diminuídas.

E Fachin? Está, vamos dizer, menos patrulhado do que os outros. Eu me opus à indicação de seu nome em razão de sua trajetória de esquerda. Mas reconheço que tem se comportando com retidão técnica no tribunal. O nome geraria menos polêmica inútil.

Mas reitero: não defendo que seja ele por isso. Acho que tem de ser em respeito ao Regimento Interno. Mas Prima Carminha tem outra opinião. Sabem como é… “Le STF c’est moi”.

Por quê?
Por que “Prima Carminha”? Bem, porque o nome é diminutivo de “Cármen” e porque ela assumiu, no Supremo, a vaga aberta com a aposentadoria de Sepúlveda Pertence, seu primo e maior entusiasta de sua indicação, o que Lula fez com gosto, para atender também ao desejo do amigo pessoal e de ideologia.

Como já lembrei aqui, ela tinha menos nojo de políticos nesse tempo.

Não! Não ofendo ninguém nem sou desrespeitoso. Estou cobrando que se cumpra o Regimento Interno. Acho um abuso que a presidente do Supremo se imponha a ele duas vezes em menos de uma semana.


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Marisa piora. Mulher de Lula e fascismo da vulgaridade

Entre as muitas indignidades que marcam estes tempos de pistolagem moral, há a que pôs, ou põe em dúvida, a gravidade do estado de saúde de Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Lula.

É uma das coisas mais asquerosas que já se publicaram nas redes. E pouco me importa agora saber como alguns petistas e petralhas se comportam habitualmente em casos assim. Aliás, eu sei bem. Em 2006, quando extraí dois tumores da cabeça, desejaram abertamente a minha morte. Voltaram a fazê-lo neste ano por causa do aneurisma que tive.

A qualidade dos ataques desferidos por meus adversários não determina a minha reação, a minha resposta. Uma das lições mais importantes da minha vida — e, felizmente, eu a recebi muito cedo — foi tomar o cuidado para não me deixar sequestrar por quem detesto ou por quem me detesta.

Como os leitores sabem, simplesmente ignoro os marginais do pensamento.

Se e quando os petistas explorarem a situação de Marisa, se eu achar conveniente, tratarei do assunto. Mas deixei claro desde o início que a minha primeira abordagem é a humana.

Não há nada de errado com a “compaixão” — ao contrário. É ela que nos distingue da besta. É a capacidade de sentir empatia, de pertencer a uma comunidade que partilha das mesmas fragilidades, das mesmas dores. No caso, a comunidade humana.

Consta que o estado de saúde de Marisa piorou bastante nas últimas horas. Desde o começo, ficou claro que a ocorrência era muito grave — e nem há hipótese de o rompimento de um aneurisma cerebral não o ser.

A suspeita que o lixão da Internet lança sobre a real condição da mulher do ex-presidente tem uma motivação puramente política, ideológica. ORA, EM QUE COISA ESTES QUE ASSIM PROCEDEM HOJE SE DISTINGUEM DAQUELES QUE DESEJAVAM A MINHA MORTE? Os dois grupos acham que adversário bom é adversário morto.

É evidente que eu não tenho nada a ver com essa escória. E espero que a distância seja cada vez maior.

Mais ainda: querem transformar a desconfiança política no critério mais relevante da análise, a despeito dos fatos? Mas que, então, tenham ao menos um mínimo de respeito pelos médicos que estão tratando de Marisa. Será que eles também entraram numa conspiração política para, então, Lula se apresentar como vítima etc e tal?

Mais de uma vez, já lamentei aqui a emergência do ‘fascismo da vulgaridade” (by George Steiner) que está em curso. Não tem exclusivismo ideológico, não. Há o de esquerda e o de direita. Em qualquer dos casos, os fatos pouco importam.

Sim, há vagabundos lucrando muito com esse clima. Quanto mais o país viver em clima de terra arrasada, melhor. Mobilizam os incautos, para os quais, parece, a vida real é sonho ou pesadelo. A verdade “de verdade” sempre estaria acontecendo em outro local. Em logradouros secretos, grupos de conspiradores, a esta hora, tramam contra o nosso futuro.

Bem, vou dizer o quê?

Que antipetistas e petistas tenham cuidado ao tratar do caso Marisa Letícia. E que a compaixão seja a apreensão principal.

Sim, o estado de saúde da mulher de Lula é muito grave. Sempre foi.

Há várias escolhas em momentos assim. Só uma é sensata: a solidariedade humana.

Fiquem longe dos que fazem do ódio um meio de vida, uma profissão, um negócio.

“Ah, está falando de nós?” Não! Nem sei quem são “vocês”.

Estou falando dos que fazem do ódio um negócio.

 


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