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domingo, 1 de novembro de 2015

“Contra socos e pontapés das brigadas governistas e o silêncio de setores da imprensa, chegamos até aqui”

MBL - sem bolivarianismo nem militarismo

Deus, que dor nas costas! Despertar numa barraca de nylon sobre o declive do gramado do Congresso Nacional não é, exatamente, a melhor das experiências ortopédicas. Ainda que a vista guarde algum ineditismo, as saudades da minha cama e de um teto sem vazamento ganham cada vez mais peso em meu ânimo diário. São ossos do ofício, diria o amigo resignado. Mas o fato é que os ossos reclamam cada vez mais do ofício. Normal. Hora de sair da barraca.

O universo particular que criamos em frente ao Congresso Nacional é o exemplo mais recente de um Brasil novo, que vem surgindo a despeito do olhar oblíquo de setores da imprensa e da classe artística — os contadores de história por excelência que se negam a contar a grande história do ano. Por entre as barracas, vejo dezenas de pessoas, em sua maioria jovens, dos mais diversos estados da federação, que carregam consigo histórias de vida profundamente diferentes e um sentimento de unidade surpreendentemente natural.

Voltou a chover em Brasília: na natureza original, não havia acampamentos... Crianças que circulam pela área são atraídas pela novidade

Voltou a chover em Brasília: na natureza original, não havia acampamentos… Crianças que circulam pela área são atraídas pela novidade

Hora de descansar na cama improvisada, ao lado das mochilas

Hora de descansar na cama improvisada, ao lado das mochilas empilhadas; o maior conforto é mesmo o moral

Não existe espaço para bairrismos. Os gaúchos pilotam a cozinha com um baiano; a turma da Paraíba toca violão com o cabeludo do Paraná, e as meninas de São Paulo planejam os atos da semana com as colegas de Goiânia. Sem frescura, sem estresse.

Seria impossível imaginar um ambiente melhor para que nosso grupo, o Movimento Brasil Livre (MBL), pudesse comemorar seu primeiro ano de existência. Num momento em que o impeachment de Dilma Rousseff torna-se politicamente factível; em que o maior partido do país, o PMDB, assume publicamente uma agenda liberal e desestatizante e em que a sociedade civil se encontra alerta e engajada, estar ombro a ombro com meus colegas de movimento nesse cerco moral ao Congresso Nacional possui uma carga simbólica e emocional das mais intensas.

A equipe de logística fica com uma das tarefas mias difíceis do acampamento...

A equipe de logística fica com uma das tarefas mias difíceis do acampamento…

... para que não falte a energia necessária para a luta. A resistência requer planejamento

… para que não falte a energia necessária para a luta. A resistência requer planejamento

Estamos numa etapa muito importante de uma luta que iniciamos no dia 1º de novembro de 2014. Foi numa tarde de sábado, então ensolarada, que quase 10 mil brasileiros tomaram a Avenida Paulista para deixar claro a todos que não aceitariam de braços cruzados o vale-tudo em que haviam se convertido  as eleições presidenciais recém-apuradas. O uso de militância violenta para amedrontar a imprensa livre, os meandros cada vez mais assustadores da operação Lava-Jato, o derretimento do Real e dos fundamentos econômicos do país eram sintomas claros de um processo de precarização das instituições republicanas que nos legaria um futuro, no mínimo, sombrio. Era hora de reagir.

Manifestação após manifestação, ajudamos a construir uma cultura de resistência com iconografia e linguagem particulares. Trouxemos as grandes metrópoles e o Brasil profundo às ruas do país de maneira pacífica, ordeira e articulada. Dos pampas ao Rio Negro, todos clamavam pelo fim da impunidade, pela redução do peso governamental sobre seus ombros e pelo impeachment de Dilma Rousseff, cujo segundo mandato encerrou-se antes mesmo de começar.

Quando nossas reivindicações pareciam perder força diante de discussões bizantinas sobre base jurídica para o impeachment, iniciamos uma marcha a pé de São Paulo até Brasília para protocolar o nosso primeiro pedido de impeachment. Mas isso era detalhe. Queríamos inspirar outros brasileiros a  integrar uma luta que não haveria de ser breve. Chegamos.

MBL - rapaz de azul

Moços a moças do Brasil inteiro chegaram à conclusão de que chegou a sua vez de mudar o Brasil. /e eles vão¹

Moços a moças do país inteiro chegaram à conclusão de que chegou a sua vez de mudar o Brasil. E eles vão!

Contra socos e pontapés das brigadas governistas, contra o silencio de setores da imprensa, mas embalados pela indignação de milhões de brasileiros, chegamos até aqui. E aqui não encerraremos nossa jornada. O PT e Dilma Rousseff são apenas os da hora de uma forma de se fazer política que não é apenas moralmente condenável. Ela tmbém nos condena à pobreza, à mentira e à servidão.

Retornaremos a nossos respectivos lares no momento oportuno para continuar nossa luta por um Brasil mais livre, justo e próspero para todos. Encerro com as palavras de Diego Aires, nosso colega de Campina Grande:

“Hélio fervente castiga o campo
A chuva alivia o rosto suado
E o sangue que ferve no homem lutando
Alenta e libera o povo cansado”



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DILMA E LULA APÓIAM OS ALGOZES DE LEOPOLDO LÓPEZ, LÍDER OPOSICIONISTA DA VENEZUELA PRESO. PROCURADOR DENUNCIA A FARSA COMUNISTA.

Manuela López, filha mais velha do líder opositor Leopoldo López (ao fundo) foi quem desencadeou a crise de consciência do procurador venezuelano (Reprodução/Twitter)
O procurador federal venezuelano Franklin Nieves - que fugiu da Venezuela no dia 19 de outubro depois de, segundo ele, viver uma crise de consciência - revela os detalhes da perseguição política que levou o opositor Leopoldo López para cadeia em fevereiro de 2014. Nievez revela como o governo da Venezuela atuou para forjar provas que levaram López a ser condenado a mais de treze anos de prisão. Por telefone, ele concedeu a VEJA.com a entrevista a seguir:
Dilma recebeu recentemente no Palácio do Planalto o chefete comunista da Venezuela, Diosdado Cabello, que articulou a prisão do líder oposicionista Leopoldo Lopez. Cabello é amigo íntimo de Lula, Dilma e seus áulicos. Abaixo López em sua cela solitária na prisão militar de Ramo Verde em fotograma de vídeo da CNN que pode ser visto aqui.
O senhor afirma que Leopoldo López foi condenado com provas falsas. Como elas foram forjadas? Quatro dias antes dos distúrbios que foram atribuídos a Leopoldo López, eu fui enviado para o estado de Táchira (em 8 e 10 de fevereiro de 2013). Tínhamos a informação de que López estaria lá. A ordem que me deram era de prendê-lo e apresentá-lo à Justiça. Mas ele não apareceu. Oito dias depois, quando fui chamado em minha casa para me dirigir ao Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin), ficou claro que não havia sequer uma ordem formal de captura contra Leopoldo López. Somente depois que alertei sobre isso, um agente da Sebin, conhecido como Elefante, redigiu uma peça de ficção que foi a ordem de apreensão. E o relatório da prisão foi escrito pelo próprio Diosdado Cabello. Desde o início tudo foi construído, forjado.
Franklin Nieves, o procurador venezuelano que denunciou a montagem do esquema que levou Leopoldo Lopez ser condenado a 13 anos de cadeia.
Como o senhor recebeu a notícia de que atuaria neste caso? Foi o pior castigo que me deram na vida. Eu estava prestes a ser aposentado, mas acabei escravizado por este caso. Muitas vezes eu disse ao meu chefe que me tirasse e me enviasse para o outro estado. Mas meu diretor, Nelson Mejía, disse que eu considerasse o trabalho como um prêmio. Se eu recusasse a causa, me transformaria em inimigo do regime. Mesmo se evocasse o direito que me era reservado por lei de renunciar à causa, não seria atendido. Eles sabiam que eu sabia demais e poderia me converter em opositor do estado. O simples fato de querer ficar fora levantaria suspeitas e eu passaria a ser perseguido.
Se o senhor tivesse fugido e revelado antes essas fraudes, acredita que a história poderia ter tomado um rumo diferente? De forma alguma. Porque se eu me retirasse, um outro procurador teria sido designado para fazer o mesmo serviço. Alguém teria cumprido a ordem.
O que o levou a mudar de ideia? Era um peso que eu trazia em minha consciência. Todos os dias, eu podia levar a minha filha para escola. Ia com minha esposa. Mas Leopoldo e sua esposa não podiam. Quem acompanhava a filha do casal era sempre uma pessoa estranha. Um empregado. Não queria mais ver essa situação se prolongar. Eu havia colaborado para que o seu pai estivesse preso. A mãe, por sua vez, viajava o tempo todo em busca de apoio para libertar o marido e reverter a terrível situação da qual fiz parte.
O senhor tem convocado os juízes e demais procuradores a se rebelar. Acredita nisso? Na Venezuela não se pode falar. Não há liberdade. Se alguém abre a boca, vai preso. Não fiz nada antes por medo. Mas espero que meus colegas possam se libertar.
Como o senhor saiu da Venezuela? Foi como uma viagem pessoal. Fui a uma agência de viagens e comprei as passagens para minha família. Custaram 121 000 bolívares (cerca de 300 dólares) para mim, minha esposa e nossas duas filhas. Não é nada. Fui de Caracas para Aruba. Depois segui para Miami e agora estou na casa de amigos.
Desde que a sua fuga se tornou pública muitas histórias foram difundidas. Entre ela, a de que antes de sair da Venezuela o senhor estava em negociação com agências americanas como a DEA e o FBI. Procede? Não é verdade. Algumas autoridades já me procuraram, mas só nos Estados Unidos. Eu não mantive nenhum contato prévio antes de sair de meu país. Também é mentirosa a história de que eu desviei documentos. Falaram que havia trazido comigo algo como 80% dos expedientes de minha procuradoria. Isso é totalmente falso. Uma invenção do governo para me colocar sob suspeita e iniciar uma investigação. Certamente montarão algo falso para me acusar.
O senhor sofreu alguma ameaça? Claro. Eu sabia que iriam me desprestigiar depois de minhas revelações. E houve ameaças. Invadiram minha casa, já reviraram meu escritório, invadiram o apartamento de minha esposa em Forte Tuna e o escritório dela. Até as companheiras de trabalho foram ameaçadas em interrogatórios arbitrários em busca de informações contra nós. Meu pai, minha mãe e irmão, que vivem na Venezuela, já foram procurados por agentes do governo. Eu me mantenho firme nesta situação, apesar de intimidarem meus familiares. Decidi contar a verdade e é isso que vou fazer aqui.

O senhor se considera culpado? Se fizerem uma investigação, certamente eu serei responsabilizado. Estou disposto a isso a passar por um processo imparcial. Se for para a Venezuela agora, serei preso e condenado assim que desembarcar. Nos Estados Unidos, sei que a justiça poderá ser feita de forma isenta. Mas já tenho a prisão perpétua, que é minha consciência.


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Petismo: nunca na história do capitalismo, o discurso socialista rendeu tanto dinheiro a tão poucos

Antonio Palocci é, sem dúvida, o maior gênio do PT. Caiu em desgraça duas vezes. E, a cada queda, ele ficava ainda mais rico. Que talento! José Dirceu deve se perguntar todo dia: “Onde, diabos!, eu errei?! Dirceu está em prisão preventiva por causa do petrolão e já puxou cana por causa do mensalão. Corre o risco de ver regredir a pena. Os cálculos mais avantajados sobre a sua empresa de consultoria apontam um faturamento de R$ 39 milhões desde que deixou o governo. E ainda foi apontado como uma espécie de mentor do petrolão — no mensalão, foi chamado de chefe de quadrilha. Está com seus direitos políticos suspensos, e sempre se desconfia que esteja tramando alguma coisa. Palocci flana acima do bem e do mal.

Esse vai só no sapatinho. Vá ser bom consultor assim na casa do chapéu!!! Em sete anos, movimentou a espetacular soma de quase um quarto de bilhão de reais: R$ 216 milhões. E sem produzir um parafuso!!!

O governador de Minas, o petista Fernando Pimentel, amigo pessoal de Dilma desde os tempos em que ambos pertenciam a grupos terroristas, também mostra que não veio para brincar em serviço na selva do capitalismo.

Nunca, na história do capital, o discurso socialista rendeu tanto para tão poucos!



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O petismo, de fato, cuidou muito bem dos ex-pobres Lula e Erenice. Hoje, são milionários!

Ui, ui, ui…

Em entrevista concedida à Folha no sábado, Gilberto Carvalho diz haver uma campanha de desmoralização do Lula para que ele seja depois enviado à cadeia. Carvalho não deixou claro por qual crime. O próprio Lula, por sua vez, atacou a imprensa e afirmou que esta só bate no PT porque não gosta de ver o pobre melhorar de vida. Ah, sim: o jornalismo também estaria a serviço das elites.

Como a gente vê, o petismo cuida muito bem dos pobres. Lula já foi pobrezinho. Erenice idem. Agora são milionários. Essa imprensa é muito má…



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Os imodestos – Segundo órgão do próprio governo, Lula, Palocci, Erenice e Pimentel movimentaram mais de R$ 300 milhões

No Estadão:
 O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão de inteligência financeira do Ministério da Fazenda, encontrou movimentações financeiras suspeitas ao analisar as transações bancárias do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de três ex-ministros petistas – Fernando Pimentel (Desenvolvimento), Antônio Palocci (Fazenda) e Erenice Guerra (Casa Civil) -, de acordo com informações da revista Época. Os petistas movimentaram quase R$ 300 milhões nos últimos anos sem que houvesse justificativa para a entrada do dinheiro, conforme a reportagem.

Os dados foram remetidos à CPI do BNDES na Câmara que investiga irregularidades em contratos assinados com o banco entre 2003 e 2015. Os parlamentares querem saber se membros do PT receberam recursos desviados desses contratos, que concediam empréstimos subsidiados a grupos econômicos. Lula teria movimentado R$ 52,3 milhões entre abril de 2011 e maio de 2015. Uma das movimentações que chamaram a atenção do Coaf foi a aquisição do ex-presidente, então com 69 anos, de um título de previdência privada no valor de R$ 1 milhão. Já a empresa de palestras do ex-presidente recebeu R$ 27 milhões e transferiu R$ 25,3 milhões.

As operações bancárias de Palocci são as mais vultosas e somam R$ 216 milhões entre 2008 e 2015. Segundo a Época, o relatório da Coaf comunica que o ex-ministro da Fazenda fez pelo menos 11 depósitos de valores elevados à empresa Projeto Consultoria, da qual é dono. Depois de deixar o governo Dilma, em junho de 2011, até maio de 2015, a empresa recebeu cerca de R$ 53 milhões, conforme a publicação. Nas contas de Pimentel, atual governador de Minas, as operações financeiras alcançam R$ 3,1 milhões entre 2009 e 2014.

Já Erenice teria movimentado R$ 26,3 milhões de 2008 a 2015 em contas no nome dela e de terceiros. De acordo com a Época, o escritório da ex-ministra recebeu R$ 12 milhões nos últimos quatro anos. A revista cita um trecho do relatório da Coaf que menciona o repasse de R$ 209 mil a Saulo Guerra, filho de Erenice, pagos por Fábio Baracat, suspeito de corrupção e tráfico de influência em contratos com o governo.

Operações. Ao todo, o Coaf examinou as contas bancárias e as aplicações financeiras de 103 pessoas e 188 empresas, em operações que somam aproximadamente R$ 500 milhões. Segundo o documento, há indícios de irregularidades como transações financeiras incompatíveis, saques em espécie e incapacidade de comprovação da origem legal dos recursos.

As informações devem ajudar a Receita Federal, a Polícia Federal e o Ministério Público nas investigações da Lava Jato, sobre desvios nos contratos da Petrobrás, da Acrônimo, relacionada a suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção no BNDES, e da Zelotes, que apura fraudes em decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

Em nota divulgada ontem, o Instituto Lula disse que a revista “criminaliza os fatos” e que os dados foram “vazados criminosamente”. “Não há nada de ilegal na movimentação financeira do ex-presidente. Os recursos são oriundos de atividades profissionais, legais e legitimas de quem não ocupa nenhum cargo público”, diz a nota. No site, o instituto postou uma imagem com a capa da revista sobre um carimbo com a palavra “mentira”.

A assessoria de Pimentel informou, também em nota, que o governador “apresentará todos os esclarecimentos assim que as informações mencionadas” forem disponibilizadas. “A defesa desconhece a origem e o conteúdo dos documentos, ainda mantidos sob sigilo para as partes”, diz a nota.

Convocação. Integrantes da CPI do BNDES, os deputados Arnaldo Jordy (PPS-PA) e Betinho Gomes (PSDB-PE) defenderam neste sábado, 31, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-ministros Antonio Palocci, Fernando Pimentel e Erenice Guerra sejam ouvidos “imediatamente” pela comissão da Câmara.

(…)



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Há um ano, nascia o MBL, que se espalhou por todo o país; 1º aniversário é comemorado em acampamento pró-impeachment

Renan Santos no acampamento pró-impeachment: sem espaço para defensores de intervenção militar

Renan Santos no acampamento pró-impeachment: sem espaço para defensores de intervenção militar

Há precisamente um ano, no dia 1º de novembro de 2014, nascia o Movimento Brasil Livre, que comemora seu primeiro aniversário acampado no gramado do Congresso Nacional, em defesa do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Na origem do MBL, está um dos pilares dos regimes democráticos: a defesa da liberdade de imprensa. Moços e moças identificados com o liberalismo, com as liberdades públicas e individuais e com a economia de mercado decidiram, no dia 24 de outubro daquele ano, que era chegada a hora de criar um grupo organizado. E o que aconteceu naquele dia?

A capa da VEJA que motivou o ataque à Editora Abril

A capa da VEJA que motivou o ataque à Editora Abril

Delinquentes de extrema esquerda tentaram invadir a sede da Editora Abril, que publica a revista VEJA, inconformados com uma reportagem de capa que informava que Dilma e Lula sabiam das lambanças do petrolão. O segundo turno da disputa ocorreria dois dias depois, e a bandidagem acusava a VEJA de estar tentando interferir no resultado. Segundo aquela canalha, a revista deveria omitir dos eleitores o que tinha apurado para não “atrapalhar as eleições”.

Naquele dia 24, gravei um comentário na redação da Jovem Pan:

Indignados com a selvageria e certos de que o país que repudiava o extremismo minoritário das esquerdas tinha de mostrar a cara, moças e moços identificados com o liberalismo concluíram que era preciso organizar um movimento em defesa dos valores essenciais da democracia, que tivesse a coragem de enfrentar, pacificamente, o esquerdismo nos fóruns de debates – inclusive nas redes sociais – e também nas ruas. Uma semana depois, estava criado o MBL.

E ele se espalhou país afora com incrível velocidade e rapidez. Um ano depois, o MBL conta com representantes em praticamente todos os Estados, tem uma presença marcante nas redes sociais, enfrenta com galhardia e solidez a o “agitprop” esquerdista e, em companhia do Vem pra Rua e de outros grupos, promoveu as três maiores manifestações políticas da história do Brasil. Kim Kataguiri, um dos seus coordenadores, foi eleito no mês passado pela revista Time um dos 30 jovens mais influentes do mundo.

Kim Kataguiri: segundo a Time, um dos 30 jovens mais influentes do mundo

Kim Kataguiri: segundo a Time, um dos 30 jovens mais influentes do mundo

O MBL é hoje a evidência de que um novo Brasil está em gestação. Não! Corrijo-me! O MBL é a evidência de que um novo país já nasceu: não quer ser tutelado e esmagado pelo Estado; não aceita que a caridade oficial, que apenas corrige os extremos de miséria, seja confundida com programa de governo ou com modelo econômico; recusa o velho e o novo patrimonialismos; acredita no mérito; cobra mais Estado onde ele é deficiente e menos onde ele é desnecessário; sente repulsa pela roubalheira; repudia o corporativismo e a incompetência.

Por isso mesmo, o MBL compõe, com outros grupos, a linha de frente em defesa do impeachment de Dilma Russeff. Porque entende, de acordo com a Constituição e com as leis, que a presidente cometeu crime de responsabilidade e perdeu a condição de governar e de responder às necessidades do país.

Não tenho bola de cristal, mas espero estar certo. Já ouvi aqui e ali que isso tudo é fogo de palha; que essa meninada logo se cansa. Já conversei com alguns. Não me parece que assim seja. O que mais aprecio no MBL é que seus integrantes não estão ocupados apenas com o impeachment. Quem conversa com esses jovens percebe que eles falam em nome de valores, de crenças, de convicções – e todas elas são afinadas com a democracia política e com o liberalismo econômico.

Recentemente, o MBL expulsou do acampamento um pequeno grupo que lá chegou reivindicando uma intervenção militar, ainda que passageira, para apear Dilma do poder. Numa entrevista que me concedeu, Renan Santos, um dos coordenadores, deixou claro que, para o grupo, esse tipo de conversa é golpista e, pois, alheia à pauta do movimento.

Na semana passada, trogloditas de João Pedro Stedile e de Guilherme Boulos tentaram expulsar a moçada do gramado do Congresso. Invadiram a área, distribuíram sopapos nas moças e nos rapazes, tentaram espantá-los com rojões e bombas. O MBL resistiu. Sem dar um soco. Sem dar um chute. Sem investir no confronto físico. Como resposta à violência, o acampamento dobrou de tamanho, ganhando novas adesões – havia lá neste sábado à noite umas 100 pessoas. E muito mais gente está chegando.

Dilma saia ou fique, o PT sobreviva ou morra, o Movimento Brasil Livre vai em frente. Milhões de pessoas, está cada vez mais claro, querem ouvir o que essas moças e moços têm a dizer.

A razão é simples: eles falam de democracia, de liberdade e de tolerância. Tudo aquilo que a esquerda não pode oferecer.



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FRANKLIN MARTINS, O MEGA PETRALHA, VIVE A 'DOLCE VITA' EM PORTUAL EM FRENTE A UM SANTUÁRIO DE CONSUMO CAPITALISTA.

Franklin Martins curte a boa vida em Lisboa estrategicamente instalado em frente ao principal ícone capitalístico da capital lusitana. (Fotomontagem do site Diário do Poder)
Ex-ministro do governo Lula, que os adversários comparam a Joseph Goebbels, maquiavélico homem da propaganda nazista de Adolf Hitler, Franklin Martins tomou chá de sumiço há cerca de um ano. Não deu as caras nem para defender os amigos enrolados na Operação Lava Jato. É que ele está longe de tudo e de todos, no “exílio dourado” de Portugal, onde preenche o tempo escrevendo um livro de memórias.
O livro de Franklin Martins acabará virando ficção, porque enumera as maravilhas da “era Lula”, ignorando as gatunagens como a do “petrolão”.
Em vez de “faróis socialistas” como Havana ou Tirana ou Pyongyang, Franklin preferiu Lisboa, no país governado por sociais democratas.
“Intelectual progressista”, Franklin Martins escolheu viver bem em frente às fabulosas lojas “El Corte Inglés”, templo do consumismo capitalista. Da coluna de Cláudio Humberto/Diário do Poder


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