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sexta-feira, 1 de maio de 2015

A ética do trabalho

Não sou daqueles que gostam de culpar nossos colonizadores por todos os nossos problemas atuais, pois não é razoável que tanto tempo depois isso ainda sirva de desculpa para tudo. Mas uma coisa sem dúvida herdamos dos portugueses: o relativo desprezo pelo trabalho. Trabalhar era coisa de escravo, enquanto os demais iriam apenas usufruir de funções mais “nobres”.

Segundo conta Jorge Caldeira em sua brilhante biografia sobre o Barão de Mauá, o Imperador D. Pedro II jamais perdoou o empresário por tê-lo feito se curvar com uma pá de prata em um gesto simbólico na cerimônia de inauguração de uma estrada de ferro em 1852. Aquilo simbolizava trabalho, o que Mauá, formado desde cedo no comércio por um inglês, reverenciava, enquanto a aristocracia portuguesa abominava.

Já os anglo-saxões desde cedo venceram esse preconceito, especialmente os calvinistas. O trabalho passava a ser visto como algo louvável, capaz até mesmo de garantir seu lugar no paraíso. O sucesso profissional era visto, então, como prova do valor do indivíduo. Todos estão familiarizados com a tese de Weber.

Pois bem: sou da opinião que ainda não abandonamos completamente aquela velha herança lusitana, o que o próprio Portugal já fez. No discurso sim, concordo que todos condenam a preguiça, a vagabundagem, o parasita. Mas na prática enaltecemos pouco o verdadeiro trabalho, e não falo apenas do braçal, mas também (e principalmente) daquele intelectual, inovador, que gera riquezas para uma sociedade, especialmente na era da informação.

Senão, vejamos: por que o lucro, fruto desse trabalho criador de riquezas, é tão punido por aqui, tanto nas narrativas que tripudiam dos ricos como se exploradores fossem, como nos pesados impostos que incidem sobre eles? Por que tanta gente fala o tempo todo em emprego, mas não necessariamente em trabalho, dissociando uma coisa da outra? Não são poucos os que querem somente um emprego, ou seja, um cargo remunerado, sem ter que entregar valor em troca, sem levar em conta o mérito e as escolhas voluntárias dos consumidores.

Não me entendam mal: não estou dizendo que brasileiro não trabalha. Trabalha sim, e muito, em condições absurdas e às vezes desumanas. Enfrenta horas de caos no trânsito, por exemplo. Mas creio ser inegável essa tendência que predomina em certas áreas e certos discursos, essa postura que se não é majoritária, certamente é grande o suficiente para influenciar todo o sistema e prejudicar os verdadeiros trabalhadores.

O Brasil ainda não abraçou com vontade a ética do trabalho, aquela que para de olhar para o estado como o garantidor de todas as conquistas, e passa a olhar para o indivíduo como o único responsável por seu próprio futuro, devendo assumir as rédeas de seu destino em um ambiente de mais liberdade e menos paternalismo. Aqui ainda achamos que as “conquistas trabalhistas” são uma bênção, não uma maldição para os próprios trabalhadores, cujo rendimento depende, em essência, de sua produtividade, não das benesses legais.

Falamos em trabalho e podemos pensar em quem usa trabalho ou trabalhador em suas siglas: partidos de esquerda que usam os trabalhadores para se dar bem e conquistar poder, mas que na prática tomam medidas prejudiciais aos trabalhadores de verdade; sindicatos cujos líderes vivem cheios de regalias enquanto endossam essas mesmas medidas; populistas que falam muito no trabalhador, mas nunca trabalharam na vida. É muita retórica, pouco resultado.

Chega! O que precisamos é de um ambiente mais liberal para que os trabalhadores possam prosperar, criar riquezas, investir em produtividade, produzir o progresso material que reduz o desconforto natural da vida humana. Necessitamos de uma ética do trabalho já, em vez de esse culto ao emprego, como se o governo fosse a locomotiva do progresso, como se bastasse distribuir cargos e benesses para o país crescer de forma sustentável. Precisamos de mais Adam Smith e menos Marx, de mais Ayn Rand e menos Piketty! É preciso ensinar a pescar e deixar a pesaria livre de amarras burocráticas e estatais, não distribuir os peixes que os pescadores pescaram, o que gera um terrível mecanismo de incentivos distorcidos.

Que esse dia do trabalho sirva para nossa reflexão sobre quem realmente valoriza o trabalho, e quem apenas explora a causa do trabalhador com viés populista e marxista para se dar bem na vida sem trabalhar de verdade, somente mamando nas tetas estatais.

Rodrigo Constantino



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LEIAM ABAIXO

Fernando Haddad negocia com traficantes, e os vereadores estão moralmente obrigados a cassar o seu mandato. Ou se tornam cúmplices de um acordo com bandidos. Existe lei para impichar prefeitos;
MINHA COLUNA NA FOLHA: “Fachin, família e propriedade”;
#prontofalei – Renan, agente do lulismo;
Temer reage a ataque de Renan; presidente do Senado atua a serviço do PT lulista;
VÍDEOS DEIXAM CLARO QUE POLÍCIA DO PARANÁ REAGIU AO ATAQUE DE BANDIDOS, DE VÂNDALOS, DE MARGINAIS;
O confronto no Paraná foi meticulosamente planejado por extremistas e por profissionais da baderna;
E Renan, o novo porta-voz de Lula, já se prepara para migrar para o PT e disputar o lugar de Rui Falcão. É ridículo!;
Renan sobe o tom: Dilma não falar no 1º de Maio é “ridículo’;
TSE rejeita parcialmente contas do PT e multa legenda em R$ 4,9 milhões;
O MOVIMENTO BRASIL LIVRE EM MOVIMENTO: “MARCHA PELA LIBERDADE” COMPLETA HOJE UMA SEMANA;
— Lula é a mão que balança o berço de Renan. Ou: Como coordenar os “incoordenáveis”;
— Fachin: a mente divinal por trás de propostas que transformam a família na casa-da-mãe-joana;

— Paraná: A democracia, a moderação e os vândalos. Ou: Não existe democracia na base da porrada e da força bruta;
— A CIDADE DE HADDAD – OU: O TRIUNFO DA MORTE. OU AINDA: HADDAD, O BARQUEIRO DO INFERNO;
— E o FMI é até generoso com o Brasil. Ou: Na era PT, país só se ajoelha diante das agências de classificação de risco. Isso é que é altivez, companheiro!;
— UM ARTIGO DE FACHIN: CONTRA O DIREITO DE PROPRIEDADE, PELO CONFISCO DE TERRAS, PELA EXPROPRIAÇÃO DE TERRAS PRODUTIVAS, CONTRA A IGUALDADE PERANTE A LEI. PARA ELE, PRODUTORES RURAIS SÃO “ESPÍRITOS CAIADOS PELO ÓDIO E PELA VIOLÊNCIA”



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Ausência temporária

Caros,

Conforme avisado aqui, estou de mudança, e dá muito trabalho essa coisa de mudar de país. Portanto, o blog ficará com menos atividade nos próximos dias, até eu conseguir me estabelecer direito e retomar um mínimo da rotina.

Obrigado pela compreensão.

Rodrigo.



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MINHA COLUNA NA FOLHA: “Fachin, família e propriedade”

Leiam trecho:
O advogado Luiz Edson Fachin, indicado pela presidente Dilma Rousseff para a vaga aberta no Supremo, não pode ter seu nome aprovado pelo Senado Federal, a menos que essa Casa resolva pôr em dúvida a sua própria legitimidade e queira flertar com o baguncismo jurídico. Aquele que Dilma, o PT, a CUT, o MST e o tucano Álvaro Dias (PR) pretendem que seja um dos 11 da corte constitucional já deu mostras de que despreza o Congresso, de que repudia fundamentos da Constituição e de que ignora valores caros à sociedade brasileira.

Em artigo publicado em 1986 (http://goo.gl/4qu1xR), ao qual permanece fiel, como pode atestar João Pedro Stedile, um de seus padrinhos, Fachin ironiza a representatividade do Parlamento; sustenta que o direito de propriedade é um dos males do Brasil e prega a sua extinção; defende o confisco de terras sem indenização; advoga a desapropriação de áreas produtivas; cobra uma Justiça de exceção para tratar das questões agrárias, acusa o Judiciário de só proteger os ricos e deixa claro que, mantido o regime –suponho que queira regredir do capitalismo para o socialismo–, todas as mudanças serão “perfunctórias”. Sem a virada de mesa, todo avanço será contraproducente; nas suas palavras, dar-se-iam “um passo à frente e dois atrás”. Ele quer revolução, não reforma.
(…)
Íntegra aqui



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Fernando Haddad negocia com traficantes, e os vereadores estão moralmente obrigados a cassar o seu mandato. Ou se tornam cúmplices de um acordo com bandidos. Existe lei para impichar prefeitos

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, negociou com chefes do narcotráfico da Cracolândia, informa a Folha, a intervenção da Prefeitura na região, que acabou resultando, depois, em confronto entre viciados e forças de segurança: Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Civil Metropolitana. Ou por outra: o prefeito Fernando Haddad escolheu bandidos como seus interlocutores. Ou por outra: o prefeito Fernando Haddad tem de ser política e criminalmente responsabilizado por dividir com traficantes os destinos da maior cidade do país. Ou por outra ainda: o prefeito Fernando Haddad não pode continuar à frente da Capital do Estado.

Vamos à história. Agentes do prefeito negociaram, sob a sua orientação, a ação que seria empreendida pela Prefeitura para desmontar a tal “favelinha” na Cracolândia. Tudo foi meticulosamente combinado com marginais, que não eram, atenção!, usuários de drogas, mas traficantes. Na hora h, os interlocutores de Haddad deram no pé, sumiram, e os dependentes armaram a reação. Aí foi preciso chamar a Polícia Militar.

Haddad, claro!, não admite que o acordo se deu com traficantes. Assume um “compromisso” com dependentes, como se esses pobres desgraçados estivessem em condições de fazer e de cumprir alguma forma de acordo. Diz ele: “Alexandre [de Moraes, secretário estadual da Segurança Pública] foi avisado por mim da operação. Falei com ele que não precisaria de apoio da PM porque havia firmado compromisso. Quando o acordo foi rompido, liguei para ele e disse que poderia haver incidente”.

Eis aí uma clara confissão.

E que se note: ainda que a conversação tivesse ocorrido com viciados, já seria imprópria. Eles não podem ser considerados interlocutores da administração para temas que dizem respeito à cidade como um todo. De resto, não custa lembrar: o consumo de drogas ilícitas continua a ser crime. E uma Prefeitura não negocia com criminosos, pouca importa a sua periculosidade. Quando se trata de narcotraficantes, não mesmo!

Uma das pessoas envolvidas na operação revela à Folha que a conversa se deu foi com traficantes: “Não era como zumbis”. “Zumbi” é o termo habitualmente empregado para designar os viciados em crack. De tal sorte estão debilitados e sem condições de responder por si que são tidos como “mortos-vivos”.

Impeachment
O senhor Fernando Haddad tem de ser alvo de um processo de impeachment. E já. Aliás, se os petistas tiverem um mínimo de juízo, não moverão uma palha para salvar o mandato deste celerado. Se eu fosse do partido, aplaudiria o impedimento de um sujeito que, obviamente, depõe contra uma legenda cuja reputação já está no lixo. Ser tida como um covil de ladrões parece ser ruim o bastante, não é mesmo?

Existe lei para pôr Haddad na rua? É claro que sim! Trata-se do Decreto-Lei 201, de 1967, que foi recepcionado pela Constituição de 1988.

Vejam o que define o Inciso X do Artigo 4º da Lei:
Art. 4º São infrações político-administrativas dos Prefeitos Municipais sujeitas ao julgamento pela Câmara dos Vereadores e sancionadas com a cassação do mandato:
X – Proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo.

Negociar com traficantes é incompatível com a dignidade e o decoro do cargo.

O Artigo 5º da mesma lei define a forma do processo, destacando que a denúncia pode ser feita por qualquer cidadão — e, claro!, por vereadores.

Fim de papo
Acabou! Acho que, desta feita, este senhor passou dos limites. Uma coisa é comportar-se como um ser idiossincrático, monomaníaco, autocentrado. Outra, muito distinta, é quebrar o decoro de forma determinada, clara, consciente, e transformar traficantes em interlocutores da administração.

A Prefeitura se torna, nesse caso, cúmplice de bandidos. Espero que a oposição ao prefeito na Câmara não esgote a sua ação na simples crítica em plenário aos desastres perpetrados por este senhor.

De resto, cumpre indagar o que fará o Ministério Público. Já temos a confissão do prefeito. Ele assume ter negociado com o que diz ser “dependentes” a intervenção da Prefeitura na Cracolândia. Ora, suponho que seus agentes tenham ao menos anotado os respectivos nomes dos interlocutores. Quem são?

Chega! Não dá mais! A cidade pode esperar as eleições para mandar para casa um autocrata dos pedais. Mas não pode esperar até 2016 para pôr na rua quem negocia os destinos de São Paulo com marginais.

Impeachment já!

PS: Os petistas chamariam também essa ação de golpe? Golpista das instituições não é quem negocia com traficantes?



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#prontofalei – Renan, agente do Lulismo



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POLÍCIA FEDERAL DESCOBRE OS LAÇOS IMPRÓPRIOS DE TOFFOLI E O EMPREITEIRO DO PETROLÃO AMIGO DO "FAZENDEIRO" DE ATIBAIA

Acima: o ministro Toffoli e o empreiteiro Léo Pinheiro: festas de aniversário, presentes e visitas para tratar de assuntos de interesse da OAS, uma das principais construtoras envolvidas no escândalo da Petrobras. Abaixo: O ministro Benedito Gonçalves, do STJ: processo decidido em favor da empreiteira do amigo, lobby para chegar ao Supremo e favores, muitos favores. (Fotos: Veja)
Embora conforme se vê na ilustração abaixo, a capa de Veja privilegia a reportagem enfocando os últimos lances da Operação Lava Jato e o incansável trabalho do Juiz Federal Sergio Moro, responsável pelo inquérito que corre na Justiça Federal de Curitiba. 
Entretanto, mais acima se vê uma chamada que revela os meandros de um estranho contubérnio entre um empreiteiro grandalhão envolvido no petrolão com o ministro Dias Toffoli. De quebra, estaria nessa parada também o ministro Benedito Gonçvalves, do STJ, que pretendia chegar ao Supremo antes que os petralhas descobrissem o "jurista alternativo" Luiz Edson Fachin.
A reportagem de Veja teve acesso a um relatório produzido pelos investigadores da Operação Lava Jato. Segue um resumo, a mostrar que Veja que chega nesta sexta-feira às bancas por causa do feriadão, traz, como sempre, reportagens exclusivas que esfarelam o jornalismo mentiroso que campeia pelos jornalões. Vale a pena conferir:
No dia 13 de novembro do ano passado, o engenheiro Léo Pinheiro, sócio e presidente da empreiteira OAS, não imaginava que sua rotina estaria prestes a sofrer uma reviravolta em algumas horas. Era noite de quinta-feira. Trocando mensagens com um amigo, ele parecia tranquilo e informava: "Estou indo para a África na segunda". Depois, perguntou: "Você vai ao aniversário do ministro Toffoli no domingo?". O amigo respondeu que ainda não sabia se compareceria à festa. Marcaram um encontro para o sábado no Rio de Janeiro e outro para segunda-fei­ra, 17, em São Paulo. Léo Pinheiro acabou não indo à África, ao Rio, a São Paulo nem ao aniversário do ministro. A Polícia Federal prendeu o engenheiro horas depois da troca de mensagens. Seis meses se passaram e esse diálogo, aparentemente sem relevância, ganhou outra dimensão. Léo Pinheiro foi solto na última semana no fim de um julgamento dividido, em que o voto do ministro Toffoli foi decisivo para sua libertação. Toffoli votou com o relator, ministro Teori Zavascki, para conceder habeas corpus ao empreiteiro Ricardo Pessoa, da OAS - decisão logo estendida aos demais presos da Lava-Jato. Se Toffoli tivesse votado contra a concessão do habeas corpus, Pessoa e Léo Pinheiro teriam sido mantidos atrás das grades.
Léo Pinheiro, ponta de lança do esquema de corrupção da Petrobras, acusado de desviar bilhões de reais e de subornar algumas dezenas de políticos, deve sua soltura à inadequada e estranha proximidade com o ministro Toffoli? É tão difícil afirmar que sim quanto que não. Para que os empreiteiros con­ti­nuas­sem presos bastaria que um dos outros ministros que votaram a favor do habeas corpus, Gilmar Mendes e Teori Zavascki, tivesse discordado do relator. A questão é que, até onde se sabe, nem Gilmar Mendes nem Teori Zavascki têm relações com empreiteiros. Como mostra o relatório da Polícia Federal, Toffoli é próximo de Léo Pinheiro, da OAS. Ambos são amigos diletos do ex-presidente Lula, em cujo governo Toffoli, ex-advogado do PT, foi nomeado para o STF.
VEJA teve acesso a um relatório produzido pelos investigadores da Operação Lava-Jato a partir das mensagens encontradas nos telefones apreen­di­dos com Léo Pinheiro. O documento mostra que o empreiteiro frequentava as altas esferas de poder da capital. O interlocutor que aparece marcando encontros com ele no Rio e em São Paulo e a ida à festa de aniversário de Toffoli é o ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Vale lembrar que Benedito chegou a ser o nome preferido do governo para assumir uma vaga no STF. "As mensagens demonstram uma proximidade entre Léo Pinheiro e Benedito Gonçalves, bem como a proximidade destes com o ministro Toffoli", conclui o relatório da Polícia Federal. Do site da revista Veja


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