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quinta-feira, 30 de abril de 2015

O MOVIMENTO BRASIL LIVRE EM MOVIMENTO: “MARCHA PELA LIBERDADE” COMPLETA HOJE UMA SEMANA

Vejam esta foto.

Marcha Pela Liberdade

Integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) deram início, há uma semana, a uma marcha rumo a Brasília. A pauta dos caminhantes conta com dez reivindicações. A primeira é o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Clique aqui para ler a íntegra do manifesto da “Marcha Pela Liberdade”.

O MBL e outros movimentos que apoiam a marcha marcaram para o dia 27 de maio, em Brasília, uma manifestação em favor do impeachment.

Kim Kataguiri, um dos coordenadores do MBL, enviou ao blog, na noite desta quarta, o seguinte relato.
*
Saímos da Praça Panamericana na sexta-feira passada, ao meio dia. Vinte e três pessoas se comprometeram a nos acompanhar de São Paulo a Brasília, numa caminhada de mais de mil quilômetros, que deve durar 33 dias. Estamos no fim do sexto dia. Andamos cerca de 160 km, e, apesar do cansaço, das dores e das doenças, o pessoal está muito animado.

Fomos recebidos muito bem nas mais de 10 cidades do interior de São Paulo pelas quais passamos. Em todas elas, ofereceram-nos lugar para dormir, café da manhã, almoço e jantar. Quando agradecemos a ajuda, as pessoas dizem que gostariam de colaborar ainda mais e se mostram gratas, com bastante convicção, pelo nosso esforço.

É notável também o apoio dos caminhoneiros. Quase todos que nos veem andando pelas rodovias buzinam e gritam palavras de apoio. Quando discursamos nas praças, as pessoas param para nos ouvir e nos aplaudem a cada frase.

Em todas as cidades nas quais paramos, convocamos a população a estar em Brasília no dia 27 de maio. Até agora, unidades do MBL país afora já confirmaram a ida à capital federal de 197 ônibus. Outros grupos, como o Revoltados Online e o Vem Pra Rua, já estão demonstrando seu apoio, seja dando suporte para a marcha, seja organizando caravanas para o grande ato do dia 27, em Brasília.

Entre bolhas, gripes e pés torcidos, encontramos motivação no apoio da população. Temos a certeza de que, se pudessem, muitos milhões estariam caminhando conosco.



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LEIAM ABAIXO

Lula é a mão que balança o berço de Renan. Ou: Como coordenar os “incoordenáveis”;
Fachin: a mente divinal por trás de propostas que transformam a família na casa-da-mãe-joana;

Paraná: A democracia, a moderação e os vândalos. Ou: Não existe democracia na base da porrada e da força bruta;
A CIDADE DE HADDAD – OU: O TRIUNFO DA MORTE. OU AINDA: HADDAD, O BARQUEIRO DO INFERNO;
E o FMI é até generoso com o Brasil. Ou: Na era PT, país só se ajoelha diante das agências de classificação de risco. Isso é que é altivez, companheiro!;
Copom eleva Selic em 0,5 ponto — a 13,25% ao ano;
UM ARTIGO DE FACHIN: CONTRA O DIREITO DE PROPRIEDADE, PELO CONFISCO DE TERRAS, PELA EXPROPRIAÇÃO DE TERRAS PRODUTIVAS, CONTRA A IGUALDADE PERANTE A LEI. PARA ELE, PRODUTORES RURAIS SÃO “ESPÍRITOS CAIADOS PELO ÓDIO E PELA VIOLÊNCIA”;
Senadores tentam adiar audiência com candidato ao Supremo do MST, da CUT, do PT, de Dilma e do Alvaro Dias;
Contas do governo têm o pior resultado no 1º trimestre em 17 anos;
Ministro dos Transportes diz que obras vão parar por causa da Lava Jato;
— NÃO A FACHIN NO STF, O HOMEM DE LEWANDOWSKI E DO PT SECTÁRIO – Alô, senhores senadores! Estão tentando fazê-los de trouxas. Ou: Apelando a satanás para justificar as Santas Escrituras;
— O SEGREDO DE ABORRECER É DIZER TUDO: Supremo apenas seguiu a lei ao conceder habeas corpus;
— PT decide pedir o mandato de Marta; não creio que vá conseguir. E a carta-pancada



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Lula é a mão que balança o berço de Renan. Ou: Como coordenar os “incoordenáveis”?

Não é mesmo fácil a tarefa de Michel Temer, vice-presidente da República e articulador político do governo. É obrigado a se haver com algumas guerras internas que nada têm a ver com a eficiência ou ineficiência da administração. É o caso, por exemplo, das investidas de Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara. O pretexto da vez é a regulamentação da terceirização.

De súbito, Renan passou a falar como líder da CUT. Há alguns dias já, venho tentando saber com quem o senador está, vamos dizer, se articulando. Era tão óbvio! Desculpem-me se não percebi antes — na verdade, ninguém percebeu. A mão que balança o berço de Renan se chama Luiz Inácio Lula da Silva.

Sim, ele mesmo! Eis que o Babalorixá de Banânia passou a cobrar, de forma agora mais enfática, que Dilma se lance contra o projeto da terceirização, como se essa fosse uma agenda do governo ou do país, não do PT. Ocorre que Dilma, ora vejam, é presidente de todos os brasileiros, não apenas dos petistas.

A governanta decidiu, para preservar um pouco a sua reputação e as panelas dos brasileiros, não fazer pronunciamento nenhum no Primeiro de Maio. Lula foi um dos que a aconselharam a agir assim. Agora, ele passou a pressioná-la a fazer o contrário. Quer que ela ocupe a Rede Nacional de Rádio e Televisão para anunciar que vai vetar o projeto. Há duas semanas, em reunião com sindicalistas, o chefão do PT já havia advertido: “Dilma, se tem gente para te defender para sair dessa enrascada, é este pessoal aqui”.

Eis que, nesta quarta, Renan repetiu a ladainha: “O que se quer é que a presidente diga o que pensa do projeto, da precarização, do direito do trabalhador”. Entenderam o ponto? O parceiro de Renan Calheiros na luta contra Cunha e contra o que as esquerdas chamam “agenda conservadora” é… Renan Calheiros. É evidente que essa questão deveria estar afeita, hoje, apenas à área de Temer. E não me parece menos óbvio que o conselho sensato de um coordenador político fosse um só: “Fique longe disso!” Mas Lula quer Dilma na fogueira. E agora tem Renan como seu aliado. De quebra, ambos tentam levar Cunha para as cordas.

Maioridade penal
Quando Dilma não está sendo atropelada por essa mistura de vaidades e interesses mesquinhos e corporativistas, dá tiro no próprio pé. Nesta quarta, ela voltou a criticar a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Ok, vá lá que tenha uma opinião e a externe, mas, de novo, pergunta-se: deve ser essa uma agenda de governo, seja para conservar, seja para mudar a lei? É claro que não! Esse debate está na sociedade.

Disse a presidente: “Toda a experiência demonstra que a redução da maioridade penal não resolve a questão da violência. Não resolve. Nós, no governo, defendemos que a pena seja agravada para o adulto que utilizar o jovem como escudo dentro de uma organização criminosa”.

Dilma, como resta claro, ainda não entendeu o ponto. Ninguém nunca disse que a redução “resolve” a questão da violência. Só não se quer é que assassinos de 16 e 17 anos, uma vez flagrados, continuem, na prática, impunes. Ademais, com a popularidade no fundo do poço, se Dilma quer mesmo emplacar a sua tese, melhor seria ficar calada.

A presidente não ajuda e não se ajuda. Um princípio de balcanização de uma fatia considerável do PMDB que era mais ou menos coesa também prejudica o governo. O esforço de Lula para ser protagonista na crise acrescenta ainda mais instabilidade.

Já era difícil coordenar o que quer que fosse com o PMDB mais ou menos unido e com Lula recluso. Com o partido em guerra e com o Apedeuta mais assanhado do que lambari na sanga, em parceria com Renan, aí a tarefa é quase impossível.



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O "FAZENDEIRO" DE ATIBAIA, O ATAQUE DOS BLACK BLOCS EM CURITIBA E OS JORNALISTAS AMESTRADOS.

Depois que estourou o escândalo de sua amante, Rosemary Noronha, há quase dois anos, Lula não concede entrevistas para jornalistas brasileiros. As declarações de Lula aparecem nos jornais por obra e graça dos jornalistas, em sua maioria a serviço do PT dentro das redações. Eu sei o que estou dizendo. Sei muito bem. 
Estou dizendo isso porque apareceu num dos jornalões que Lula “se solidarizou” com os agitadores de Curitiba, que tentaram invadir a Assembléia Legislativa na porrada e, por isso, tiveram que ser reprimidos pela polícia. 
Só um estúpido, mentiroso e agitador profissional do partido do petrolão para acusar a polícia de agredir manifestantes por prazer. 
O que disse o governador Beto Richa, segundo matéria do Estadão:
“Tem cenas chocantes, ninguém pode ser hipócrita, mas os policiais precisavam se defender (dos black blocs)”, disse Beto Richa. Segundo ele, adeptos da tática violenta se infiltraram no movimento docente e atacaram os soldados que faziam o cerco à Assembleia. Treze deles teriam sido detidos e levados para o 1.º DP. 
Richa ainda disse não haver motivo para paralisação de professores e vê “instrumentalização” por partidos políticos e CUT. “O APP-Sindicato (principal organização de docentes) é um braço sindical do PT e quer o confronto e o desgaste político do governo, porque são meus adversários.”
Entretanto, o zeloso redator do Estadão teve o cuidado de  imediatamente após  os dois parágrafos dedicados ao Governador, trazer  o Lula para a matéria:  “Solidarizo-me com os professores, que foram agredidos de forma violenta pela Polícia Militar”, escreveu nas redes sociais. “É inadmissível que o direito de manifestação seja restringido.” 
Ora, dizer que Lula escreveu nas redes sociais é piada pura. Primeiro porque é analfabeto e, segundo, por nem sabe o que é rede social. Quem escreve para ele é algum pena aluga que faz bico no tal Instituto do Lula.
E cabe a pergunta: O que Lula tem a ver com o que está acontecendo em Curitiba. Afinal, Lula não é autoridade, não ocupa nenhum cargo público, nada. Lula é apenas o ex-Lula que, repito, há quase dois anos, quando eclodiu o escândalo de sua amante Rosemary Noronha, foge da imprensa como o diabo foge da cruz. 
A sobrevivência política de Lula se dá por obra e graça de um bando de psicopatas travestidos de jornalistas que infestam a redação dos veículos de comunicação para exercer a patrulha ideológica. Como é sabido, todos os sindicatos de jornalista são aparelhos da CUT.
E, para concluir. Lula, atualmente, é apenas “fazendeiro” na cidade de Atibaia, como revelou a reportagem-bomba da revista Veja, cujos estilhaços podem ser vistos e sentidos onde quer que se vá.
Assim sendo, recomendo mais uma vez aos estimados leitores que não gastem dinheiro comprando esses jornais vagabundos. Economizem energia também desligando seus aparelhos de televisão. Afinal, com o advento da internet, as redes sociais e blogs independentes os jornalões e seus jornalistas amestrados pelo PT fenecem. O que aliás é uma ótima notícia. Vade retro.


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Sponholz: Tchau, Dilma!




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Fachin: a mente divinal por trás de propostas que transformam a famíia na casa-da-mãe-joana

Luiz Edson Fachin, indicado por Dilma Rousseff para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, encontra resistências no Senado. À medida que suas heterodoxias no campo do direito vêm a luz, essa resistência aumenta. Na tarde e noite desta quarta, no entanto, notou-se um esmorecimento do PMDB. Parece que há gente tentada a trocar cargos no segundo e terceiro escalões por um endosso ao nome do advogado que considera os produtores rurais brasileiros “espíritos caiados pelo ódio e pela violência” e que prega abertamente o fim da propriedade privada.

Também no campo do direito familiar, Fachin é um assombro. O prefácio a um livro em que dá piscadelas à poligamia chega a ser café pequeno perto do que ele é capaz de produzir na área.

Fachin é diretor de um troço chamado IBDFAM (Instituto Brasileiro de Direito da Família). É seu grande pensador. O tal instituto conseguiu emplacar algumas propostas no PLS 470/2013, que institui o “Estatuto da Família”. Querem ver as maravilhas?

Direitos de Amante
O PLS propõe que todas as relações possam ser reconhecidas como entidades familiares, inclusive as relações extraconjugais. Leiam dispositivos.

Art. 3º. É protegida a família em qualquer de suas modalidades e as pessoas que a integram.

Art. 4º. Todos os integrantes da entidade familiar devem ser respeitados em sua dignidade pela família, sociedade e Estado.

Art. 5º. Constituem princípios fundamentais para a interpretação e aplicação deste Estatuto:
I – a dignidade da pessoa humana;
II – a solidariedade;
III – a responsabilidade;
IV – a afetividade;
V – a convivência familiar;
VI – a igualdade das entidades familiares;
VII – a igualdade parental e o melhor interesse da criança e do adolescente;
VIII – o direito à busca da felicidade e ao bem-estar.

Art. 14.
Parágrafo único: A pessoa casada, ou que viva em união estável, e que constitua relacionamento familiar paralelo com outra pessoa, é responsável pelos mesmos deveres referidos neste artigo, e, se for o caso, por danos materiais e morais.

Assim, propõe que a amante ou o amante tenham direito à pensão alimentícia e possam, ainda, requerer reparação dos danos morais e materiais que o amásio ou a amásia lhe tenha causado.

O texto cria a “família pluriparental”.
Art. 69
§ 2º. Família pluriparental é a constituída pela convivência entre irmãos, bem como as comunhões afetivas estáveis existentes entre parentes colaterais.

O que significa exatamente “comunhões afetivas estáveis” entre “parentes colaterais” é desses enigmas insondáveis. Calma, leitor! A coisa vai piorar.

Multiparentalidade. Atribuição de direitos e deveres ao padrasto e à madrasta idênticos aos do pai e aos da mãe.
Esse PLS pretende que os padrastos e as madrastas compartilhem dos direitos e deveres dos pais e das mães. Leiam.
Art. 70. O cônjuge ou companheiro pode compartilhar da autoridade parental em relação aos enteados, sem prejuízo do exercício da autoridade parental dos pais.

Esses padrastos e madrastas passarão a ter o dever de pagar pensão alimentícia aos enteados, em complementação ao sustento que já lhes deem os seus pais ou as suas mães, conforme prevê o art. 74 do PLS:
Art. 74. Pode o enteado pleitear do padrasto ou madrasta alimentos em caráter complementar aos devidos por seus pais.

No art. 90, Parágrafo 3º, é retomada a mesma proposição, no mesmo sentido:
Art. 90
§ 3º. O cônjuge ou companheiro de um dos pais pode compartilhar da autoridade parental em relação aos enteados, sem prejuízo do exercício da autoridade parental do outro.

Presunção da paternidade em qualquer tipo de convivência entre a mãe e o suposto pai
Em qualquer convivência, até mesmo em relação eventual, sem estabilidade e sem certeza na paternidade, o homem será presumidamente havido como pai da criança e, para que esse vínculo se desfaça, caberá a ele promover ação de contestação da paternidade; enquanto essa ação tem andamento – ainda que moroso o processo ou mesmo suspenso por poder do juiz, o que está previsto no artigo 149 do PLS —, o homem, mesmo não sendo pai da criança, terá de prestar-lhe pensão alimentícia. E, também, na família chamada paralela, o amante será havido como pai do filho da amásia, ainda que, na relação extraconjugal, por óbvio, não seja exigida a fidelidade. Afinal, está previsto no Artigo 82 que sejam havidos como filhos os nascidos durante a convivência dos genitores à época da concepção:
Art. 82. Presumem-se filhos:
I – os nascidos durante a convivência dos genitores à época da concepção;

Querem mais? Há mais.

Diminuição do poder familiar dos pais
Os pais e as mães sofrerão diminuição do poder familiar perante os filhos, não só por ter de dividi-lo com o padrasto ou a madrasta, mas também porque, segundo o Artigo 104, a afetividade, por si só, propicia o direito à convivência com menor de idade.
Art. 104. O direito à convivência pode ser estendido a qualquer pessoa com quem a criança ou o adolescente mantenha vínculo de afetividade.

Tramitação
O projeto, atualmente, está na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado. Digamos que as barbaridades aí contidas sejam aprovadas. Poderia alguém recorrer ao Supremo, não é? Entre os juízes, poderia estar ninguém menos do que Fachin, a mente divinal por trás dos absurdos. Não! Eu ainda não acabei. Mas ficará para posts nos dias vindouro.



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EM DEPOIMENTO, YOUSSEF AFIRMA QUE O ESQUEMA DE PROPINAS NA PETROBRAS ERA POLÍTICO E ENVOLVE A EMPREITEIRA ODEBRECHT.

O doleiro Alberto Youssef, personagem central da Operação Lava Jato, disse em depoimento na Justiça Federal no Paraná nesta quarta feira, 29, que arrecadou em propinas sobre contratos fraudados da Petrobrás “em torno de R$ 180 milhões”. Ele disse que “esse valor é bruto, não foi lucro dele”. “Líquido? Em torno de uns 7 ou 8 milhões de reais que tenham ficado para mim”, declarou o doleiro.
“A propina era sistemática”, disse Youssef, ao ser questionado por um advogado na audiência relativa aos processos criminais contra os empreiteiros da Lava Jato que nesta quarta feira, 29, foram transferidos para prisão domiciliar.
VEJA A PARTE EM QUE O DOLEIRO FALA SOBRE A PROPINA ARRECADADA, A PARTIR DO MINUTO 1
As propinas giravam em torno de 1%, em média, sobre o valor dos contratos fraudados na Petrobrás. Parte ia para partidos políticos, outra para dirigentes da estatal petrolífera.
O mesmo advogado indagou do doleiro se a propina era paga para ganhar licitação ou para ter benefícios durante a execução dos contratos. “Para as duas coisas.” Youssef confirmou que certa vez viajou para o Uruguai acompanhado de Leonardo Meirelles – que a Polícia Federal aponta como seu ‘laranja’ em empresas de fachada -, e “um funcionário da Petrobrás”, do qual não citou o nome. Eles ficaram hospedados no Hotel Bourbon, em Montevidéu. Segundo o doleiro, o motivo da viagem foi para pagar propina. “(Propina) por um aditivo que a Odebrecht recebeu por uma obra da REPAR (Refinaria do Paraná).”
VEJA A ÍNTEGRA DO INTERROGATÓRIO DE ALBERTO YOUSSEF
Youssef disse que recebia sua parte “sempre em dinheiro”. Ele afirmou que aplicava o dinheiro da corrupção “em operações lícitas”.
COM A PALAVRA, A ODEBRECHT
“A Odebrecht refuta, mais uma vez, as afirmações caluniosas, contra a empresa e seus integrantes, feitas por doleiro réu confesso em dezenas de processos da Justiça Federal do Paraná. É lamentável assistir a uma mentira ser reconstruída e emendada tantas vezes ao longo de vários depoimentos e ‘delações’, sem que isso traga qualquer consequência para um réu confesso em desespero para obter o perdão para seus crimes. A Odebrecht já afirmou diversas vezes que não fez nenhum pagamento ou depósito para qualquer ex-executivo da Petrobras ou a seus supostos intermediários. Todos os contratos de prestação de serviços conquistados pela Odebrecht foram pautados nas normas e leis vigentes. A empresa nunca participou de cartel, seja em contratos com a Petrobras ou com qualquer outro cliente público ou privado. É importante ressaltar que a base de valores praticada nos editais era determinada pela própria Petrobras e não pelas empresas, como reconheceu recentemente, em retificação ao que afirmara em ‘delações’ e depoimentos anteriores, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, outro réu confesso nos mesmos processos.” Do site do Estadão


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