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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Carlinhos Cachoeira e ex-diretor da Construtora Delta são presos na Operação Saqueador

A Construtora Delta volta ao cenário: a Polícia Federal e o MPF deflagraram na manhã desta quinta a Operação Saqueador. Carlinhos Cachoeira, apelido pelo qual é conhecido o empresário Carlos Augusto Ramos, e o ex-diretor da Construtora Delta Cláudio Abreu foram presos em seus condomínios de luxo, em Goiânia. Houve busca também na residência do ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish, que já é considerado foragido. Segundo o portal G1, a PF só aguarda a posição do advogado do empresário para decidir se pedirá à Interpol que inicie a procura pela Europa, onde ele estaria em viagem desde o dia 22.

Ainda há outros três mandados de prisão para serem cumpridos em SP, RJ e GO e mais de vinte suspeitos envolvidos. O empresário Adir Assad, que já foi condenado na Operação Lava Jato, e Marcelo José Abbud, dono de empresas de fachada usadas no esquema de lavagem do Petrolão, também estão entre os alvos.

A ação investiga um esquema de corrupção que usou empresas fantasmas para transferir cerca de 370 milhões de reais, obtidos pela Delta por meio de crimes praticados contra a administração pública, para o pagamento de propina a agentes públicos.

A Delta fez obras importantes no estado do Rio, como a reforma do Maracanã e várias obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) desde o governo Lula. O empresário ficou famoso também pelas fotos em que aparece com o ex-governador do Rio Sérgio Cabral em jantar em restaurante luxuoso em viagem a Paris.

Desvios da Delta também foram alvo da PF na Operação Monte Carlo  e em uma CPI realizadas em 2012 para apurar os laços de Carlinhos Cachoeira com empresas e políticos. O escândalo acabou na cassação do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que tinha envolvimento com o esquema de Cachoeira. Ele foi um dos protagonistas do primeiro escândalo de corrupção do primeiro governo Lula. Waldomiro Diniz, então subchefe de gabinete da Casa Civil, comandada por José Dirceu, apareceu numa gravação cobrando propina do bicheiro quando era presidente da Loterj. O caso veio à tona em 2004 e precedeu o mensalão.



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Sponholz: Lava Jato ameaçada!



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EXTRA! A ENTREVISTA COMPLETA QUE O DEPUTADO JAIR BOLSONARO CONCEDEU AO JORNAL NACIONAL DA REDE GLOBO

Aqui está a entrevista completa que o deputado Jair Bolsonaro concedeu ao Jornal Nacional da Rede Globo. É uma vergonha e uma injustiça o que a mídia e seus jornalistas esquerdistas amestrados estão fazendo contra o Deputado Bolsonaro.

Estamos assistindo a uma vergonhosa inversão de valores. No mesmo momento em que pretendem cassar o mandato do Deputado Jair Bolsonaro o Supremo Tribunal Federal (STF) suspende a prisão do ex-ministro Paulo Bernardo comprovadamente envolvido num esquema criminoso de roubalheira e propinas.

Mas como já afirmei aqui em outras oportunidades, o povo brasileiro está vendo tudo. Ao convalidar todas essas sacanagens do PT e seus acólitos os ministros do Supremo e os parlamentares algozes do deputado Bolsonaro não poderão nunca mais andar sossegados em lugares públicos pois serão severamente escorraçados.

Além deles estão na mesma condição os jornalistas da grande mídia que até então se achavam acima do bem e do mal.



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quarta-feira, 29 de junho de 2016

José Dirceu é novamente denunciado pela Lava Jato

O juiz federal Sergio Moro aceitou nesta quarta-feira denúncia contra o ex-ministro José Dirceu e outras seis pessoas. Eles são acusados de receber mais de 7 milhões de reais em propina, entre 2009 e 2012, de contratos firmados entre a Petrobras e a empresa Apolo Tubulars, para o fornecimento de tubos. Além de Dirceu, se tornaram réus na ação o irmão do petista (Luiz Eduardo de Oliveira e Silva), o ex-diretor da estatal Renato Duque e quatro empresários ligados à Apolo e a uma empresa de fachada, a Credencial Construtora.
Segundo a denúncia, o dinheiro da propina ajudou Dirceu a pagar o fretamento de aviões usados pelo petista para percorrer o país, em eventos de protesto contra sua condenação no mensalão, realizados entre 2010 e 2011. Além da condenação a 7 anos e 11 meses pelo Mensalão, esta é a segunda ação contra o ex-ministro da Casa Civil na Lava Jato, que está preso preventivamente desde agosto do ano passado em Curitiba e já foi condenado pelo juiz Sergio Moro a 20 anos e 10 meses por desvios em contratos com a Petrobras.


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Sponholz: Pizza no forno do STF!




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Fundos dos EUA dizem que fraude na Petrobras é “incontestável”

Na VEJA.com:

Os fundos que processam a Petrobras em Nova York acusaram a empresa de ser responsável por um dos maiores casos de fraude da história do mercado de capitais dos Estados Unidos. Com evidências de um escândalo de corrupção “esmagador e sem precedentes”, os advogados dos investidores entregaram documentos ao Tribunal de Nova York pedindo que o juiz responsável pelo caso, Jed Rakoff, faça o julgamento sumário de algumas acusações contra a empresa brasileira, alegando que o esquema de fraudes é incontestável.

Rakoff recebeu, entre segunda e ontem, cerca de 50 documentos, incluindo o depoimento da ex-gerente da Petrobras Venina Velosa da Fonseca. Os documentos foram entregues tanto pelos fundos que processam a Petrobras quanto pelos réus nos processos, que incluem subsidiárias internacionais da empresa, bancos que cuidaram de emissões de papéis e funcionários, como os ex-presidentes Graça Foster e José Sergio Gabrielli.

O juiz marcou uma audiência para 5 de agosto, em Nova York, que vai anteceder o julgamento, previsto para 19 de setembro. Rakoff negou o pedido da Petrobras para adiar a data.

Os fundos, por meio do escritório Pomerantz, afirmam que os depoimentos de ex-funcionários da Petrobras e outras provas, como os balanços da companhia, permitem concluir que as acusações de corrupção não podem mais contestadas.

Os advogados ressaltam que não é preciso apresentar mais provas sobre a culpa da Petrobras ou tomar novos depoimentos. Segundo eles, após as sentenças do juiz Sergio Moro, várias delações premiadas e outras “evidências avassaladoras” de fraude, a companhia não pode mais negar o esquema.

Defesa – Os réus que fazem parte dos processos de fundos movidos contra a Petrobras em Nova York, apresentaram defesa à Justiça americana. O grupo afirmou que a petroleira foi vítima de um cartel formado por construtoras, políticos e alguns funcionários.

Em documentos enviados ao juiz Jed Rakoffm, responsável pelo caso, em Nova York, ex-funcionários afirmam não ter participado do esquema nem ter conhecimento de irregularidades. Em um dos documentos, o ex-diretor financeiro, Almir Barbassa, diz que não há evidências de que ele e outros acusados sabiam das fraudes.

Graça Foster mencionou “nunca ter aceitado propina” ou ter “pessoalmente se beneficiado” da corrupção na empresa. A PwC, que auditou balanços, e bancos que cuidaram da emissão de papéis da estatal, como HSBC, JPMorgan, Citibank e BB Securities, também afirmaram que não tinham conhecimento das irregularidades.



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Setor público tem rombo de R$ 18,1 bilhões em maio, diz BC

Na VEJA.com:

O setor público consolidado brasileiro registrou déficit primário de 18,125 bilhões de reais em maio, resultado que fez o rombo em 12 meses passar a 2,51% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central (BC), nesta quarta-feira. Trata-se do pior resultado para o mês na série histórica iniciada em dezembro de 2001. O setor público inclui governo, Estados, municípios e empresas estatais, com exceção da Petrobras e Eletrobras.

No acumulado de janeiro a maio, o déficit primário ficou em 13,7 bilhões de reais. No mesmo período do ano passado, o resultado havia sido positivo em 25,5 bilhões de reais. Em abril, o setor público havia registrado superávit de 10,18 bilhões de reais. Em 12 meses, as contas do setor público acumulam déficit primário de 150,51 bilhões de reais.

O resultado de maio foi composto por um déficit de 17,76 bilhões de reais do Governo Central (Tesouro, Banco Central e INSS). Os governos regionais (Estados e municípios) influenciaram o resultado negativamente com 212 milhões de reais no mês. Enquanto os Estados registraram um superávit de 573 milhões de reais, os municípios tiveram resultado negativo de 785 milhões de reais. Já as empresas estatais registraram déficit primário de 147 milhões de reais.

Ainda de acordo com o BC, em maio, a dívida pública bruta alcançou 68,6% do PIB, enquanto a dívida líquida foi a 39,6% do PIB. Em pesquisa Reuters, analistas estimaram déficit primário menor, de 17,3 bilhões de reais no mês passado, com a dívida líquida sobre o PIB a 39,3%. Sem fazer superávit primário, economia para o pagamento de juros da dívida pública, o governo tem visto seu endividamento crescer a passos largos.

O déficit primário estimado pelo governo este ano é de 2,80% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a 170,5 bilhões de reais. Na terça-feira, o BC revisou sua estimativa para 2,60% do PIB com a mudança na previsão para o crescimento do país.



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