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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A serviço do PT, MST se manifesta contra projeto de Cunha em Brasília; é mentira que texto crie dificuldades adicionais para o aborto legal

O PT está tentando se reorganizar e usa seus satélites de esquerda como instrumento. Quais satélites? O mais funcional é o PSOL, que tem representação no Congresso e alguns parlamentares muito ativos — refiro-me ao proselitismo —, como Jean Wyllys (RJ) e Chico Alencar. Aliás, uma nota à margem: Chico, que sempre se quis um pensador, está começando a virar coadjuvante da pantomima de Wyllys, que continua BBB na vida. Mas há outros partidos e grupelhos que estão sendo instrumentalizados pelos petistas: MST, MTST, PSTU, Movimento Passe Livre, feminazismo etc. Daqui a pouco, antevejo, chegará a hora de os racialistas fazerem um protesto.

Neste domingo, cerca de 100 pessoas do MST e do Levante Popular da Juventude (que é a versão iê-iê-iê dos sem-terra) resolveram organizar um protesto em frente à casa do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara. Foram lá por duas razões: para cobrar que ele renuncie à Presidência da Casa e para se manifestar contra o PL 5.069, de autoria do deputado, que, segundo os militantes, dificulta a realização do aborto legal.

Bem, leitor, tenha você a opinião que for a respeito do aborto, o mínimo que espero é um compromisso com a verdade e com decência. Como é que um movimento que já foi à rua em defesa do mandato de Dilma tem a cara-de-pau de pedir a cabeça de Cunha? Qual é o critério? Os malfeitos dos adversários devem ser punidos, e os atos dos malfeitores, quando a serviço do PT, aplaudidos? É isso? O petista raso poderia indagar: “Você não faz o contrário? Defende Cunha e quer o impeachment de Dilma?” Não! Eu quero ambos fora de seus respectivos cargos. Só que digo com todas as letras que Rodrigo Janot tem um ritmo para investigar o presidente da Câmara e outro para apurar as irregularidades atribuídas aos demais.

Adiante. A passeata promovida na sexta, em São Paulo, pelas feminázis e o protesto em frente à casa de Cunha neste domingo têm como pretexto cobrar a rejeição ao Projeto de Lei 5.069 (íntegra aqui), de autoria do deputado, acusado de criar dificuldades extras para a realização do aborto legal, hoje permitido em caso de estupro, de risco de morta na mãe e, por decisão a meu ver arbitrária e descabida do STF, a quem não é permitido legislar, quando há diagnóstico de anencefalia do feto.

Mas, afinal, o texto proposto por Cunha cria mesmo as tais dificuldades? Trata-se de uma mentira asquerosa, mais uma, na qual a imprensa embarca gostosamente, a exemplo do que fez quando acusou a existência de um projeto, que nunca existiu, que instituiria a cura gay.  Já lembro esse episódio. Fiquemos no caso do PL 5.069.  O que propõe o dito-cujo, já aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara? Prestem atenção!!! Passa a ser crime, com detenção de quatro a oito anos, “anunciar processo, substância ou objeto destinado a provocar aborto, induzir ou instigar gestante a usar substância ou objeto abortivo, instruir ou orientar gestante sobre como praticar aborto, ou prestar-lhe qualquer auxílio para que o pratique, ainda que sob o pretexto de redução de danos: Pena: detenção, de quatro a oito anos.”

Sim, trata-se de uma proposta que vai na contramão da militância, mas cadê as supostas restrições ao aborto legal? O texto abre, sim, a possibilidade de se punirem aborteiros informais. A menos que alguém esteja disposto a praticar o aborto com as próprias mãos ou a sair anunciando por aí métodos alternativos para a eliminação do feto, em que mesmo o texto agride os direitos das mulheres?

Trata-se de uma mentira asquerosa. Estão usando o PL de autoria de Cunha para organizar manifestações contra o deputado de olho na questão política. A própria imprensa passa a repetir a mentira, reitero, de que o texto cria dificuldades adicionais para o aborto, reeditando a farsa da suposta cura gay.

A cura gay
Em 2013, um Projeto de Decreto Legislativo derrubava dois dispositivos da Resolução 1/99 do Conselho Federal de Psicologia: tornava sem efeito o Parágrafo Único do Artigo 3º e derrubava todo o Parágrafo 4º. Leiam o que está na tal resolução:
 “Art. 3° – os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.”
Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.
Art. 4° – Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.

Notem: ninguém queria mexer com o caput do Artigo 3º. Continuaria proibida a patologização da homossexualidade ou qualquer forma de tratamento coercitivo. O que se propunha era derrubar o parágrafo único do Artigo 3º e o Artigo 4º, que abrem caminho para a perseguição e para o delito de opinião. Digam-me: se um gay quer recorrer a um psicólogo porque pretende, sei lá, abster-se de fazer sexo e se ele considera que o profissional pode ajudá-lo, o este deve ser punido por isso? Faz sentido um conselho impedir alguém de emitir uma opinião, ainda que possamos considerá-la errada?

É claro que acho a tal “cura gay” um absurdo sob qualquer ponto de vista, inclusive o científico. Mas era uma mentira deslavada que houvesse um projeto instituindo a dita-cuja. A manutenção do caput do Artigo 3º era a prova. Tal foi o barulho que as esquerdas e os militantes gays fizeram que o Projeto de Decreto Legislativo foi arquivado. E o Conselho Federal de Psicologia continua livre para punir pessoas por delito de opinião.

Reitero: o texto de Cunha não cria dificuldade adicional nenhuma para o aborto: ZERO!!! Trata-se apenas de uma mentira militante que o PT está alimentando para pôr a tigrada na rua, tentando retomar o espaço público com causas caras às esquerdas. A intenção é tirar o impeachment da pauta.



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Nazistas riem lá no inferno da militância fanática em favor do aborto

É asqueroso! As feminázis que marcharam na sexta-feira contra Eduardo Cunha e contra os fetos — esses elementos perigosos e perversos, que tornam infeliz a humanidade — estão perdendo a noção do ridículo. A de Estado de Direito, bem, essa, elas nunca tiveram.

A Catedral da Sé amanheceu pichada com frases como “Útero Livre”, “Aborto sim” e “Se o papa fosse mulher, o aborto serial legal”. Tratarei da questão em duas dimensões: 1) a agressão à Catedral; 2) o mérito das frases.

Diga-se o óbvio: pichar a catedral é um crime de duas naturezas. Trata-se de vilipêndio a um símbolo religioso — ninguém é obrigado a ser católico, claro!, mas ninguém tem licença para agredir a religião alheia — e de um agressão ao patrimônio histórico. Jovens católicos se organizaram para limpar a sujeira. O cardeal Dom Odilo Scherer se deixou fotografar com cartazes em defesa da vida. Muito bem, sigamos.

A Folha ouviu uma senhora chamada Jaqueline Vasconcellos, de 35 anos, uma das organizadoras do protesto. Ela não é burra. Afirmou ser contrária à pichação, mas disse o que costumam dizer as esquerdas intelectualmente delinquentes quando seus extremistas saem quebrando tudo por aí: não tem como controlar milhares de pessoas. Lembro, a título de exemplo, que as três maiores manifestações políticas da história, aquelas em favor do impeachment, não juntaram nem lixo na rua. Aliás, na passeata das feminázis, na sexta, havia os mascarados de sempre, vestidos de preto.

A Arquidiocese divulgou uma nota de protesto contra a pichação, e Jaqueline, ora vejam, não gostou e afirmou a seguinte pérola: “Fizemos uma manifestação legitimada pela sociedade e entendemos o ato da Igreja [de emitir a nota] como tentativa de tirar o foco da sociedade da discussão do PL 5069/2013]”.

Que graça esta senhora! Sobre as mentiras que as feminázis andam espalhando a respeito do PL, falo em outro post. Quero me ater a fala da tal organizadora da marcha. Então a catedral é pichada, agredida, vilipendiada, mas a Igreja deveria ficar calada porque dona Jaqueline acha que, se a vítima reage, tira-se o foco de sua manifestação? Ela também é contra que um cardeal expresse a sua opinião. E por quê? Ora, porque ela se diz, como é mesmo?, “legitimada pela sociedade”. É??? Qual? A sociedade do PT? A sociedade do PSOL? A sociedade do PSTU? A esmagadora maioria da sociedade brasileira é contra o aborto. Quem legitima Jaqueline?

Eu digo: a liberdade de expressão! Ela defenda o que quiser. Mas não venha se apresentar por aquilo que não é: maioria. Mas posso compreender essas almas puras: na sexta-feira, um grupo de femininazistas acompanhadas de uma moça barbuda e peluda afirmou que eu deveria ser proibido de entrar num bar. Afinal, não sou feticida como elas, incluindo a moça barbuda.

Agora o mérito
Das frases pichadas na Igreja, só uma faz sentido na sua brutalidade: “Aborto sim”. O resto é lixo também como denotação. O que quer dizer “Útero livre”? Quem, hoje, no Brasil, aprisiona o útero da mulher, que tem direito a anticoncepcional de graça, camisinha de graça e pílula do dia seguinte de graça?

Vou ser ainda mais claro: se não quiser ou não puder recorrer a nenhum outro método contraceptivo — como o DIU, por exemplo —, o Estado fornece à mulher, sem a necessidade da intervenção masculina, duas defesas à concepção, que podem ser usadas de forma conjugada: pílula e camisinha. Se ela as dispensar e houver risco de gravidez, há a pílula pós-coito.

Pensemos mais um pouco: um útero deve ser de tal sorte livre que o homem não deva nem mesmo opinar sobre o aborto, ainda que seja o pai da criança? Se ele está proibido de tentar impedir a mulher de abortar, por que deveria, então, ser responsável pela criança caso ela venha a nascer? No país da paternidade irresponsável, que atinge os pobres, essa é uma boa causa?

A frase sobre o papa é de uma estupidez ímpar. A Igreja Católica tem sua opinião sobre aborto, mas, obviamente, não impõe a sua vontade a nenhum país — não conseguiu evitar a legalização da prática nem na Itália. Afirmar que a interrupção da gravidez seria legal no Brasil se o papa fosse mulher sugere, o que é uma mentira deslavada, que todas as mulheres são favoráveis ao aborto. Pesquisa Ibope de 2014 demonstra que 79% dos brasileiros são contrários à legalização do aborto, e a rejeição é igual entre homens e mulheres — entre os jovens, diga-se, chegou a 77%.

Feticídio e feminicídio em massa
No país que aprovou a demagógica lei do feminicídio — grave é matar seres humanos, e cerca de 95% do assassinatos (prestem atenção!!!) no Brasil têm homens como vítimas —, marchar em favor do aborto e acusar o papa é expressão de delinquência moral, ética e intelectual.

Há um país que poderia ser considerado o paraíso das feminázis: a China. Por lá, aborta-se como quem diz “olá” (na língua local). Na soma da política de estado do filho único com a tradição cultural de que o homem, nunca a mulher, cuida dos pais quando velhos, o ultrassom se tornou uma poderosa arma de feminicídio – aí, sim: a esmagadora maioria dos abortos no país é de fetos do sexo feminino. E, claro!, eliminam-se preventivamente os casos de Síndrome de Down, entre outras variações que podem ser detectadas em exames pré-natais.

Acho bom o nome “feminázi” não apenas como referência à crueldade da prática e ao sectarismo das militantes. Há mais. À medida que avança a pesquisa genética e que exames de imagens vão se tornando mais precisos, é claro que, não tardará muito, e se terá a ficha com as doenças em potencial que poderá ter o indivíduo em gestação. Com o aborto legalizado, num primeiro momento, caberá aos pais fazer ou não a escolha do “filho perfeito”. Mas é claro que alguém terá a ideia de indagar se é justo com a sociedade trazer ao mundo pessoas que darão despesas ao Estado. E, sim, dar à luz indivíduos perfeitos pode virar uma política oficial.

Os nazistas, por óbvio, vão dar um risinho. Lá no inferno.



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CONEXÃO PORTUGAL: AUTORIDADES PORTUGUESAS INVESTIGAM PESSOAS DO CÍRCULO DE LULA SOBRE NEGOCIATA ENVOLVENDO OI E PORTUGAL TELECOM.

Lula e José Sócrates, o ex-premiê português,  que recentemente esteve preso e agora responde processo em liberdade.
A Polícia de Portugal está investigando pessoas próximas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, bem como a ex-governantes e gestores brasileiros e portugueses, num inquérito relacionado ao negócio fechado entre a operadora Oi e a Portugal Telecom (PT) em 2010. As revelações foram publicadas nesta segunda-feira pelo jornal português Público e confirmadas pelas autoridades policiais do país europeu.

A suspeita é de que pagamentos teriam aberto as portas para que o acordo tivesse a autorização necessária da parte do estado brasileiro e agências reguladoras. O dinheiro para essa autorização teria vindo de construtoras brasileiras, numa forma de quitar uma dívida que existia entre essas empresas e a Portugal Telecom, avaliado na época em 1,2 bilhão de euros.

O Ministério Público português confirmou ao Estado que existem duas investigações ocorrendo em paralelo e que a cooperação com o MP brasileiro tem sido "constante". Segundo o jornal, existe a suspeita de "pagamentos de várias dezenas de milhões de euros ao universo restrito do ex-presidente da República Lula da Silva, bem como a ex-governantes e gestores brasileiros e portugueses."
A primeira página do jornal português Público destaca em manchete a investigação que envolve Lula e seus sequazes nas negociatas da Oi com a Portugal Telecom
EMPREITEIRA BRASILEIRA SUSPEITA
O dinheiro teria vindo de empresas como a construtora Andrade Gutierrez, "através de territórios como Angola e Venezuela." O presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, é réu na Operação Lava Jato e é considerado um dos homens que permitiu o acordo entre a Portugal Telecom e a Oi, numa negociação que começou em 2007. A partir de agora, as autoridades dos dois países tentam estabelecer uma conexão a partir dos e-mails apreendidos, além de depoimentos e escutas telefônicas.

Segundo o jornal Público, o inquérito afeta "a abrangência dos contatos que se estabeleceram entre os círculos próximos do ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva e os do ex-primeiro-ministro José Sócrates."

Em janeiro, a polícia portuguesa realizou uma operação na sede da Portugal Telecom em Lisboa, com o objetivo de colher dados sobre o contrato com a Oi. Segundo a revista Sol, também de Portugal, documentos com anotações "Portugal Telecom" foram encontrados na casa de Luís Oliveira Silva, sócio e irmão de José Dirceu.

O então presidente da Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, ainda foi aconselhado pelo ex-presidente de Portugal, Mário Soares, a procurar o escritório de advocacia Fernando Lima, João Abrantes Serra e José Pedro Fernandes, a LSF & Associados. O gabinete é ligado à José Dirceu, segundo o jornal. Já Soares teria sido contratado para aproximar os empresários ao ex-presidente Lula.

Dentro da Portugal Telecom, os pagamentos de 50 mil euros mensais para a LSF & Associados teriam gerado confrontos. "Luís Pacheco de Melo, ex-administrador financeiro da Portugal Telecom, questiona Granadeiro, mas o CEO o avisa que existe um acordo para cumprir", explica o jornal. Melo, ainda assim, suspenderia os pagamentos, mas só depois que 200 mil euros tivessem sido depositados. Ele ainda tentaria bloquear o acordo com a Oi.

Ao mesmo tempo, a empresa portuguesa teria sido informada de que o "negócio com a Oi está condicionado à entrega ao grupo petista de 50 milhões de euros, verba que deve ser movimentada por uma conta em Macau. Sem pagamento, não haverá parceria".

A partir desse momento, as conversas entre Lula e Sócrates teriam se intensificado. Ao jornal Diário de Notícias de 8 de julho de 2010, o próprio Dirceu afirmaria que sempre defendeu "a fusão da Oi com a Brasil Telecom ou com uma empresa como a Portugal Telecom." 


"As autoridades suspeitam agora de eventuais verbas ilícitas entregues ao grupo de Lula da Silva e a políticos e gestores portugueses. E os indícios apontam para uma origem na parcela de 1,2 bilhão, com o Ministério Público a querer saber quem deixou a sua assinatura ", concluiu o jornal. Do site do jornal O Estado de S. Paulo


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Opiniões desse ou daquele contra o impeachment não traduzem a vontade da “sociedade civil”

A Folha publica hoje a opinião de algumas personalidades sobre a crise. No jornal impresso, reproduz-se o pensamento de 12 pessoas. Na versão Online, de 28. Extraíram-se de lá duas conclusões cuja origem não entendi. A primeira consiste em chamar um grupo de 28 pessoas de “representantes da sociedade civil”, o que lhes confere uma amplitude que não têm. A segunda, em afirmar que a maioria é contra o ajuste da economia, mas também se opõe ao impeachment. Vamos lá.

Entre os 28 ouvidos, apenas 8 se disseram explicitamente contra o impeachment; quatro se mostraram favoráveis, e 16 não tocaram no assunto. Se contaram isso aos repórteres e se não sai publicado no jornal, a gente não tem como saber. Sim: entre os que não opinam, está, por exemplo, o senador Humberto Costa (PE), líder do PT no Senado, mas também o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM).  Se apenas 8 de 28 afirmam explicitamente que o impeachment não é a solução, não vejo como se chegar àquela conclusão.

A questão da “sociedade civil” é mais complexa. Esse é um conceito político, que designa, de maneira genérica, as vozes da sociedade que não estão, vamos dizer, disciplinadas pelo Estado e pelas políticas oficiais — o que não quer dizer que sejam forças necessariamente de contestação, claro!

No grupo dos 28 ouvidos pela Folha, há quatro políticos eleitos da oposição, quatro da situação e até um ex-deputado petista do Paraná. Vênia máxima, não se encaixam no conceito elementar de “sociedade civil”. Os 28 já caíram para 19. No grupo que resta, nada menos de 10 são lideranças sindicais empresariais, boa parte oriunda da indústria, setor bastante dependente de decisões governamentais. Outros cinco são sindicalistas ou representantes de movimentos sociais, todos de esquerda. E há quatro advogados.

Uma representação da sociedade civil, parece-me, tem de ser um pouco mais rigorosa: há apenas uma voz de São Paulo, uma do Rio e uma de Minas. Nada menos de sete são do Paraná, cinco de Pernambuco e cinco da Bahia. Esses três Estados concentram 17 pessoas da amostra. Somados, têm uma população inferior a 36 milhões, bem menor do que os mais de 44 milhões só de São Paulo, que, com Minas e Rio, formam mais de 81 milhões de pessoas.

Acho boa, sim, a ideia de ouvir lideranças sobre a política econômica, o impeachment etc. Se, no entanto, o que se quer é uma média da sociedade civil, como está lá, aí é preciso cuidar dos critérios. Ou estaríamos diante de uma situação um tanto inusitada, não é? Teríamos uma sociedade civil contra a esmagadora maioria da sociedade: segundo o Datafolha, dois terços dos brasileiros são favoráveis ao impeachment.

O establishment político contra a sociedade costuma até ser coisa corriqueira; a sociedade civil contra a sociedade seria uma ocorrência inédita e realmente preocupante.



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Datafolha — Haddad bate o seu recorde negativo: 49% acham sua gestão ruim ou péssima, e apenas 15%, ótima ou boa

O Supercoxinha no tempo em que ser mamulengo de Lula parecia ser boa coisa (desenho do leitor Boopo)

O Supercoxinha no tempo em que ser mamulengo de Lula parecia boa coisa (desenho do leitor Boopo)

Que divertido! A um ano de disputar a reeleição, o prefeito Fernando Haddad (PT), conselheiro de Lula, obtém a sua pior marca na opinião dos moradores de São Paulo, segundo informa pesquisa Datafolha realizada na semana passada. Para 49% dos ouvidos, sua gestão é ruim ou péssima; apenas 15% afirmam ser ela boa ou ótima, e 34% a consideram regular.

E olhem que ele tem tentado de tudo, não é?, para reverter a impopularidade — menos, obviamente, cumprir as promessas de campanha. Haddad é hoje o Jânio Quadros das esquerdas descoladas e dos ricos que se querem conscientes: fica lançando factoides da suposta “nova política” (ciclofaixa, Paulista fechada para carros, diminuição da velocidade…) para ganhar o apoio de colunistas que se querem antenados.

É uma pena para ele que não sejam estes a eleger o futuro prefeito. Há sempre a hora em que esquerdistas lamentam que tenha de ser o povo a tomar decisões. É por isso que, desde a origem, esses valentes propuseram substituir a massa pelo partido. O segundo define tudo em nome da primeira, que trabalha. Em caso de revolta, fogo! Vejam o quadro.

Datafolha Haddad Novembro

Nunca achei que esse sujeito pudesse fazer um bom trabalho em São Paulo porque tem uma concepção autoritária de poder e porque está muito longe das reais necessidades da população. Não! Haddad não é um “elitista”. A elite designa os melhores, inclusive os melhores do povo. Ele é arrogante e acredita que pode governar a cidade apenas com o concurso das supostas vanguardas que reconhece como legítimas. É só um esquerdista bobo e pretensioso. Querem ver?

Em abril de 2013, segundo o Datafolha, só 14% achavam seu governo ruim ou péssimo; para 42%, era regular, e 31% diziam ser ótimo ou bom. Ele concedeu, então, uma entrevista à jornalista Joyce Pascowitch, da revista “Poder”. E se travou o seguinte diálogo:
Joyce – Notório por suas críticas ao PT, o colunista da Veja Reinaldo Azevedo tem chamado você de Supercoxinha, como um sujeito bom moço que quer ser super-herói. Que acha disso?
Haddad – Ah, você não vai me perguntar dele, vai? [Irritado.] Não frequento o ambiente virtual dele. Ele é uma caricatura de jornalista, né? Mas acho que para a esquerda é funcional a existência dessa figura. Faz muito bem pro nosso projeto! As pessoas veem o quão patética é a alternativa nesse momento. É como o pastor Silas Malafaia. Os ataques dele à minha campanha foram tão ridículos que acabaram me ajudando.

Viram só? A avaliação de sua gestão não era um espetáculo, mas ele se encontrava numa situação ainda confortável. A exemplo dos tiranos de butique do PT, tratava os críticos aos pontapés. Segundo Haddad, “para a esquerda”, eu era “funcional”. Vale dizer: se os companheiros me tinham como crítico, sinal de que estavam no caminho certo. Cheguei à conclusão, então, de que minhas críticas à sua gestão o ajudavam. Como sou um homem bom, continuei a ajudar Haddad, entendem? Dois anos e meio depois, os 14% de ruim e péssimo se tornaram 49%; e os 31% de ótimo e bom, apenas 15%.

Prometo continuar ajudando o grande sábio.

Como você vê, Haddad, estou fazendo a minha parte. Você é que não faz a sua e não cumpre o que prometeu. Não entrega as creches. Não entrega os corredores de ônibus. Não entrega as casas. Não entrega as obras na periferia.

Mais ricos e mais pobres
Os números evidenciam quão patético é Haddad. A sua pior avaliação está entre os mais pobres. Só 12% entre os que ganham até dois salários mínimos consideram sua gestão ótima ou boa — abaixo da média, que é de 15%. Mas, entre os mais ricos, com renda acima de 10 mínimos, aí a aprovação é de 23%. É claro que não é grande coisa também, mas os dados desmoralizam o tal governo vocacionado para os mais carentes, que seria a marca do PT.

Em julho do ano passado, quando o seu índice de ruim/péssimo chegou a 47%, escrevi o seguinte a respeito deste senhor:
“É uma avaliação justa? Justíssima! Haddad não governa a cidade para o conjunto da população. Sua administração é um mero balcão de demandas de supostos “movimentos sociais” e de grupos organizados que gritam mais — inclusive aquela “subintelectuália” de esquerda que o leva a adotar medidas destrambelhadas, que prejudicam a vida também dos mais pobres. Desde quando, no entanto, esses esquerdistas de universidade & boteco sabem o que quer o povo? Como diria Monteiro Lobato, da pobreza, não conhecem nem o trinco da porta.”

Texto sobre Haddad

E mantenho a minha avaliação. Nunca um prefeito governou uma cidade de tantos para tão poucos. Haddad encarna o pior espírito do esquerdismo: administra para minorias mobilizadas e para o aparato ideológico que busca legitimá-las como as donas da cidade – e isso inclui amplos setores da imprensa paulistana, que transformaram, por exemplo, bicicleta em categoria de pensamento. E a coisa vai longe. Para se ter uma ideia, o Shopping Paulista substituiu a Estrela de Belém da árvore de Natal por uma “bike”, que é como se deve chamar uma bicicleta em “descoladês”. Eis aí: o petista do marketing daquela empresa resolveu pôr Cristo para pedalar.

Queda no apoio
Em setembro do ano passado, o Datafolha registrou que 80% eram favoráveis às ciclofaixas, e apenas 14%, contra. Nunca acreditei nesses números. Explico. Não acho que o instituto mentia. É que certas teses recebem tal apoio dos meios de comunicação, da imprensa em particular, e de outros entes que formam opinião e gosto (vejam lá o caso da árvore de Natal…) que o entrevistado mente ao dar uma resposta. Não quer ir na contramão do que dizem ser bom e óbvio. Com o tempo, ao perceber que outros, a exemplo dele, também se opõem à tal medida, então cria coragem.

Hoje, o apoio à ciclofaixa despencou de 80% para 56%, e a rejeição explodiu: de 14% para 39%. E a lógica indica que os números ainda são falsos. Como eu sei? Em um ano, cresceu a extensão das pistas exclusivas para bicicletas. Se é mesmo uma coisa boa, então o apoio deveria ter aumentado — ou, vá lá, ao menos se mantido. Parte da repulsa à ciclofaixa ainda se esconde em razão da patrulha. Se você clicar aqui, demonstro, como base da matemática, que menos de 1% usam as ciclofaixas ao menos três vezes por semana, o que explica aqueles desertos vermelhos e degradados cortando a cidade. Ah, sim: a pesquisa aponta que diminuiu a frequência com que o paulistano usa as ditas-cujas.

Querem ver outra medida que ainda está com números superestimados? Afirmam ser favoráveis ao fechamento da Paulista a carros e ônibus aos domingos 47% dos entrevistados, contra 43% que se dizem a favor. Como a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos para mais ou para menos, há empate técnico. A decisão recebe uma cobertura unanimemente simpática dos grandes veículos de comunicação. Os usuários de ônibus, os mais pobres, que se danem! Os mais endinheirados querem ocupar a Paulista e manter na periferia os que são da… periferia! Em nome da modernidade!

Será que esses números indicam que Haddad está liquidado na disputa eleitoral do ano que vem? Deveriam indicar, sim! Para o bem de São Paulo. Mas pode não ser verdade, o que seria uma catástrofe. Mas tratarei disso em outro post.



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ELEITORES ARGENTINOS PODEM APLICAR UM GOLPE FATAL CONTRA O FORO DE SÃO PAULO

Transcrevo do site Mídia Sem Máscara um excelente artigo da jornalista Graça Salgueiro, especialista em América Latina. Analisa a política argentina que está fervilhando em favor da oposição. Neste caso, a grande mídia praticamente ignora o que rola no vizinho país. Estivesse ocorrendo o contrário por certo haveria uma torrente de matérias sobre o assunto. O noticiário internacional de todos os veículos de mídia brasileiros são controlados pelos esbirros do Foro de São Paulo e filtram as informações de forma malandra quando não as ignoram ou distorcem a verdade dos fatos.
Creio que este texto de Graça Salgueiro coloca as coisas no seu devido lugar trocando em miúdos o que realmente está acontecendo neste período que antecede o segundo turno da eleição presidencial argentina. Leiam:
Daniel Scioli (esq.) enfrentará Mauricio Macri (centro) no próximo 22 de novembro. A quem Sergio Massa (dir.) apoiará? (Foto AFP/Mídia Sem Máscara)
ADEUS À DINASTIA K?
Por Graça Salgueiro
Transcrito do site Mídia Sem Máscara
A Argentina foi às urnas em 25 de outubro de 2015 para eleger seu novo presidente da República. Embora tivesse tentado por todos os meios, Cristina Kirchner não conseguiu sua terceira eleição, como já fizeram seus camaradas do Foro de São Paulo Evo Morales, Rafael Correa, Daniel Ortega e Hugo Chávez, agora na pessoa nefasta de Nicolás Maduro.
Toda a imprensa nacional e internacional dava como favas contadas a vitória do candidato kirchnerista Daniel Scioli, porém, fartos de tanta roubalheira, inflação (que já atinge a casa dos dois dígitos), insegurança e miséria, os eleitores disseram não à continuidade levando dois candidatos ao segundo turno que acontecerá em 22 de novembro: o opositor Mauricio Macri, da aliança Cambiemos, e Scioli, do FpV (Frente para a Vitoria).
Diferente do Brasil, para se eleger em primeiro turno o candidato tem que obter mais de 45% dos votos ou 40% com uma vantagem de 10 pontos sobre o segundo colocado. Se isso não ocorrer, então há um segundo turno. Segundo uma sondagem realizada hoje (28.10) por González y Valladares, se a eleição fosse hoje Macri teria 45,6% contra 41,5% de Scioli. Por outro lado, dos eleitores de Sergio Massa, do UNA (Una Nueva Alianza) que ficou em terceiro lugar, 45% votaria em Macri, 22,3% votaria em Scioli e 24,5% ainda não decidiu em quem votará. Já dos eleitores de Scioli, 1,2% votaria em Macri e dos votantes deste, apenas 0,7% votaria em Scioli.
Scioli é governador de Buenos Aires desde 2007 e foi apadrinhado por Cristina desde cedo. Macri é o prefeito de Buenos Aires, empresário liberal, social-democrata e principal opositor à dinastia K, fez sua campanha baseada nos anseios do povo, com um discurso tranqüilo mas firme. Em algum momento, antes e depois do pleito do dia 25, lembrei de discursos já vistos, como Juan Manuel Santos da Colômbia, Aécio, aqui no Brasil e oxalá esteja enganada.
Massa, por sua vez, que é ex-ministro de Kirchner e passou à oposição em 2013, baseou sua campanha no combate ao narco-tráfico que cresce assustadoramente na Argentina e agora que não é mais candidato, deixou transparecer que apoiará Macri embora não tenha dito abertamente.
Tudo leva a crer que Macri sairá vencedor no segundo turno e, embora não seja o candidato ideal, é o melhor que se apresenta para sepultar o peronismo esquerdista que há mais de uma década saqueia e destrói a Argentina com os comunistas Kirchner. Será também em duro golpe às “Mães e Avós da Praça de Maio”, com a terrorista Hebe de Bonafini à cabeça.
Nesse domingo também houve eleição para prefeitos e governadores e, embora ainda não tenham divulgado os resultados finais, os K foram duramente golpeados, sobretudo em Buenos Aires. Dona Cristina armou um circo junto com seu chanceler Héctor Timerman, acusando a Comissão Interamericana de Direitos Humanos de “conspirar” contra a Argentina. Timerman, para quem não lembra, está envolvido com o acordo com o Irã que praticou o ato terrorista contra a AMIA e que acabou levando à morte (leia-se assassinato) do promotor Alberto Nisman, por descobrir e denunciá-los.
Já está em tempo de pôr um fim nessa destruição macabra e assassina, da perseguição aos que combateram o terrorismo comunista das décadas de 70-80 e do endeusamento dos terroristas do ERP e Montoneros, dos quais os “monarcas” K foram membros.
Na Guatemala, no mesmo domingo, também houve eleições presidenciais depois que foi deposto Otto Pérez Molina por corrupção desenfreada, e o vencedor foi o comediante Jimmy Morales, evangélico, de direita, que elegeu-se com o mote de “combate à corrupção”. Na Colômbia houve eleições para prefeito e, embora o candidato uribista Francisco “Pacho” Santos não tenha conseguido se eleger, o partido Centro Democrático, de Uribe, fez um grande estrago, acabando com os sonhos do comunista partido Polo Democrático, principal apoio das FARC.
Como se vê, o panorama político da região está dando socos no estômago do Foro de São Paulo mas ainda há muito o que fazer. Não esmoreçamos nem percamos a esperança!


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Sponholz: Lula chora no túmulo do corrupto desconhecido.




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