A deposição de Dilma Rousseff marcará o fim da última tentação autoritária com lastro social no Brasil. Malucos a sonhar com tiranos virtuosos sempre haverá. Sim, também o petismo deixará corações contritos e mentes saudosas.
Na semana passada, andava eu “longes terras”, como o poeta, quando meu bolso foi surpreendido por um choque de tempos. Uma amiga me enviou um artigo de Eleonora de Lucena, repórter especial desta Folha, intitulado “Escracho”.
Referindo-se ao impeachment de Dilma, escreveu a autora: “A elite brasileira está dando um tiro no pé. Embarca na canoa do retrocesso social, dá as mãos a grupos fossilizados de oligarquias regionais, submete-se a interesses externos, abandona qualquer esboço de projeto para o país”.
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Eu mal podia crer que lia aquele texto num iPhone. Quando ela arremata seu artigo anunciando a “velha luta de classes escrachada nas esquinas” –uma decorrência, entende-se, da “elevação da extração da mais valia” e do corte de benefícios sociais (que não aconteceu)–, eu voltei ao século 19 e me dei conta de que Eleonora reescrevia Marx. Aplauda-se a ousadia.
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