A eleição no Rio, segundo o Datafolha, está menos definida do que se pensava. Que coisa! Não há duvida nenhuma sobre quem lidera o primeiro turno: é Luiz Fernando Pezão, do PMDB, atual governador, que está com 31% das intenções de voto. Não se sabe ainda é quem vai disputar com ele o segundo turno: se Anthony Garotinho (PR), com 21%, ou Marcelo Crivella (PRB), com 19%. Vejam o gráfico abaixo.
Como se pode constatar, Pezão deve estar torcendo fervorosamente por Garotinho, que o peemedebista bateria no segundo turno por 60% a 40% dos votos válidos. Caso Crivella passe, aí a coisa se complica: 51% a 49% — na margem de erro, que é de dois pontos. Como, no segundo turno, os dois candidatos passam a ter o mesmo tempo na TV, se o Datafolha estiver certo, o risco passa a ser imenso. Imaginem: se Crivella vencer, Edir Macedo, o dono da Igreja Universal, governará o Estado com a terceira maior população do país.
Lindberg Farias (PT) é um vexame continuado. Em dois dias, conseguiu perder 4 pontos. Tem agora 9% e está tecnicamente empatado com um certo Tarcísio Motta, do PSOL. Onde mais o psolismo conseguiria tanto voto? Só mesmo na orla mais cara do país, onde moram os “socialites” socialistas… Para o Senado, Romário (PSB) chega a 62% dos votos válidos, contra 26% de César Maia. Deus do céu!
Minhas condolências a meus amigos do Rio. Em São Paulo, há muita tranqueira, sim, mas a Cidade Maravilhosa é mesmo imbatível nesse quesito. Com raras exceções, e elas existem!, não aceitaria a elite política do Rio nem que me dessem aquela paisagem. Acreditem: isso tudo ainda é fruto do desastre que o brizolismo provocou no Estado. Mas deixo isso para outra hora. Peço apenas que reflitam como o mal pode ser duradouro. Isso vale também para o país.
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