Os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) decidiram engrossar o anedotário do Senado, com suas atuações estridentes e suas teses exóticas. Só perdem em desassombro para a colega Gleisi Hoffmann (PT-PR), aquela que nunca se dá por achada. Continua a exercer com galhardia o seu papel de soldado “contra o golpe”, embora ela própria e o marido, Paulo Bernardo, sejam parte do problema de Dilma, não da solução.
Mas volto à dupla de histriões. Os dois saíram vociferando hoje contra o que chamam de interferência do “interino golpista” no calendário do impeachment.
O busílis é o seguinte: tudo deixado como está, o julgamento termina só na primeira semana de setembro, o que impedirá Michel Temer de participar do encontro do G-20, na China. Votações importantes, como a da renegociação da dívida dos Estados, terão de ser adiadas.
E tudo isso pra nada. Seja qual for o resultado, e será um só, uma semana a mais ou a menos é irrelevante para a irrelevância de Dilma, mas é importante para o país.
Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, reuniu hoje lideranças do Senado para tentar encontrar uma forma de antecipar em ao menos uma semana o encerramento do julgamento. Temer almoçou nesta terça com Renan e com os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Eunício Oliveira (PMDB-CE) para tratar do assunto.
Segundo Lindbergh e Vanessa, tratar-se-ia de uma interferência indevida de um “presidente golpista”. É mesmo? Eis uma afirmação asnal. Houvesse um golpe em curso, dispensável seria qualquer formalidade legal, certo?
De resto, desde quando um presidente da República, nos limites da lei, está impedido de fazer política e de dialogar com os seus aliados no Congresso?
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