Em São Paulo, e creio que não tenha sido diferente no resto do país, brasileiros de todas as idades, de ambos os sexos, tiravam fotos ao lado de policiais militares. O clima era cordial e festivo. Na rua da Consolação, já na hora da dispersão, ao passar em frente a uma unidade do Corpo de Bombeiros onde estavam provisoriamente detidos os tais “Carecas do Subúrbio”, os homens e mulheres da PM foram aplaudidos.
Sem cassetete. Sem bombas de gás. Sem bombas de efeito moral. Sem balas de borracha. Nada disso foi necessário. Ao fazer tal afirmação, não estou a sustentar que esses instrumentos de contenção de tumulto devam ser empregados sem critério.
Sabem o que isso significa? Ficou muito claro que os manifestantes de agora são bem diferentes daqueles que lideraram os protestos em junho de 2013. Ninguém por ali achava que a propriedade privada é um roubo. Ao contrário. Eles a defendem. Ninguém por ali achava que o patrimônio público pode ser depredado. Ao contrário. Eles o defendem. Ninguém por ali achava que a saída para o Brasil é o desrespeito às leis. Ao contrário: eles as defendem.
Os foras da lei, sabemos, estão em outro lugar.
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