Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado adiou nesta terça-feira, pela terceira vez, o depoimento do ex-líder do governo Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), que responde a processo de cassação por suspeitas de ter atuado para atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato e tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. A oitiva estava agendada para a manhã desta terça, mas o parlamentar não compareceu. A nova data definida para o depoimento é o dia 26 de abril.
Por meio de seu advogado, Delcídio alegou que o Conselho de Ética havia dado prazo de cinco dias para que ele se pronunciasse após o Supremo Tribunal Federal (STF) enviar provas que o citassem, como trechos de um inquérito em que é investigado e delações premiadas. Mas como o STF não encaminhou os documentos, o senador justificou que estava desobrigado de estar presente na reunião desta terça.
“Por que vamos perder mais tempo com filigranas, com ações visivelmente procrastinatórias? O depoimento é facultativo. Vamos nos livrar da pecha de que aqui tudo vai conforme a vontade dos acusados”, reclamou o senador Lasier Martins (PDT-RS).
Em tentativas frustradas anteriores para a coleta do depoimento, Delcídio havia apresentado atestados médicos para não comparecer ao Senado. A última licença médica venceu no dia 15 e agora o senador apresentou alegações diferentes para não ser ouvido no Conselho de Ética. Com isso, ganha mais tempo de sobrevida. Ele já alegou que pretende votar em plenário a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado.
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