O ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, foi ouvido no início da tarde desta terça-feira pelo juiz Sérgio Moro no âmbito da Lava Jato. É a segunda vez que o empresário fica cara a cara com o magistrado. Da primeira vez, no fim de agosto, ele ficou em silêncio. Hoje, no entanto, decidiu falar, talvez movido pelo seu retorno à cadeia, no último dia 5, por determinação de Moro. Léo Pinheiro confirmou ao juiz a história de que ele deu propina para o ex-senador Gim Argello para evitar que empreiteiros fossem convocados na CPI da Petrobras. De acordo com reportagem da Folha, Moro teria feito ainda perguntas adicionais, sobre outros casos de que estão sendo investigados pela força-tarefa de Curitiba.
Delação
Léo Pinheiro estava negociando sua delação premiada. Essas negociações, porém, foram interrompidas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sob o argumento de que seus termos vazaram para a imprensa quando veio a público reportagem da revista VEJA que mencionava o nome do ministro do STF Dias Toffoli.
A decisão do procurador foi polêmica, já que praticamente todas as outras delações também vazaram sem que Janot tivesse, na maioria dos casos, qualquer reação. Ao prender Léo Pinheiro pela segunda vez, Moro dá a impressão de que a delação do executivo não pode ser jogada no lixo.
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