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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A carta – Há interpretações para todos os gostos. Uma coisa é certa: é rompimento, sim!

Sobram interpretações para todos os gostos. Que peso tem a carta de Michel Temer a Dilma? Pois é… A presidente decidiu evitar qualquer tipo de resposta pública ao texto. Na mensagem, o vice elenca 11 evidências de que Dilma não confia nem nele nem em seu partido, o PMDB.

O governo partiu para a plantação desenfreada. Reportagem do jornal O Globo informa que o PMDB no Senado não teria recebido muito bem a carta. Segundo pessoas próximas a Renan Calheiros e José Sarney, os peemedebistas teriam dito que o vice-presidente “se apequenou”. Será mesmo que, num ambiente assim, Renan e Sarney são boas fontes?

Na tentativa de contornar a crise, lideranças do PMDB na Casa tentam minimizar o impacto da carta, afirmando publicamente que ela teve caráter pessoal, e não partidário, e que revelaria o desejo de Temer de colaborar mais com o governo.

E essa não é a única ajuda que a legenda pretende dar ao Planalto. O PMDB do Senado articula para que a Lei de Diretrizes Orçamentárias não seja votada, o que obrigaria a convocação automática do Congresso no recesso parlamentar.

Oposições
Os partidos de oposição avaliaram que a carta de Temer representa uma “ruptura profunda e irreversível” entre PT e PMDB. Para o senador tucano Aloysio Nunes Ferreira (SP), a mensagem de Temer é muito clara e representa um sinal verde para que os peemedebistas apoiem integralmente o impeachment de Dilma Rousseff.

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, afirmou que esse é o momento em que partidos políticos e a sociedade civil devem se unir para pressionar em favor do afastamento da petista.

E o que pensa Eliseu Padilha, um dos pivôs da crise entre governo e PMDB? Afimou hoje que a carta de Temer não significa uma ruptura entre a presidente e o vice. Segundo Padilha, a manifestação está mais para uma “DR”, uma discussão de relacionamento.

Apesar de negar que o documento marque o fim da aliança entre Planalto e PMDB, o ex-ministro afirmou que a carta “é muito expressiva” em relação às queixas da legenda. O já ex-ministro deixou o governo oficialmente ontem, mas sua saída foi anunciada na sexta-feira passada. Em entrevista nesta terça, ele explicou que “motivos partidários, pessoais e funcionais” o fizeram deixar a Secretaria de Aviação Civil.

Então resta o quê?
Vamos lá. É claro que a carta marca um rompimento. O vice deixou claro que tem o seu próprio espaço político. Não se trata de uma simples DR porque Temer expressa a convicção de que a relação não ter conserto.

Digamos que Dilma sobreviva a esta primeira onda do impeachment. Cabe a pergunta: resistiria a uma segunda? Ou alguém acha que o governo terá vida fácil caso consiga, sei lá, 180 votos para barrar o impeachment — só precisa de 171?



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