Abaixo, há um vídeo publicado pelo Movimento Brasil Livre. Renan Santos, que pertence ao MBL, faz uma pequena introdução, antes de exibir uma sequência realmente impressionante. E volta para arrematar. Posso discordar pontualmente de uma coisa outra que Santos diz. Mas, na essência, ele está certo. Assistam ao vídeo. Volto depois.
Que fique claro mais uma vez: era um evento que marcava a assinatura na nova denúncia contra a presidente Dilma, que inclui as pedaladas fiscais de 2015.
Hélio Bicudo foi submetido a um paredão, como se ele estivesse obrigado a atacar Eduardo Cunha para poder oferecer uma denúncia contra Dilma. Vamos lá. Em primeiro lugar, ele não está.
Em segundo lugar, mas não em ordem de importância, Cunha é o presidente da Câmara. Como responde Bicudo muito bem, ele conserva a sua função institucional, independentemente da acusação.
Mais: ele não foi nem condenado nem cassado. A exemplo de Dilma. Ou alguém ousaria dizer que, até que não se esclareçam as denúncias de Ricardo Pessoa, a presidente está proibida de tomar decisões?
O mais curioso: todos aqueles repórteres que estavam ali — todos mesmo! — têm, como uma de suas fontes, Edinho Silva, contra quem há um inquérito. Ele é o principal alvo da delação premiada de Pessoa.
Alguém viu Edinho enfrentar o paredão? Nunca vi!
Na nova denúncia contra Dilma, Renan fez a contagem, faz-se uma pergunta relacionada à presidente e 17 sobre Cunha.
Pior: alguns repórteres fazem questão de deixar claro que acham irrelevante a distinção entre a pessoa de Cunha e a função institucional do presidente da Câmara.
Cobram que Bicudo exija a saída de Cunha, mas nunca cobraram que Dilma demita Edinho. Ao contrário: o ministro é hoje um dos maiores hortelões da República, plantando notas nas colunas e textos de muitos que estavam ali para fuzilar Bicudo.
Não! Ninguém quer censura à imprensa. Eu não quero. O MBL não quer. Ninguém quer. Mas ela está sujeita a críticas, como qualquer ente da democracia.
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