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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Dilma não dá ministério para a Fitch, e a agência rebaixa o Brasil!!!

Há coisas que não se resolvem com troca de ministros, com toma-lá-dá-cá, com “tu me salvas, e eu te salvo”, com uma “biografia lava a outra”.

E uma dessas coisas é a situação da economia. O Brasil estava dois degraus acima do grau especulativo na agência de classificação de risco Fitch. Agora, está apenas um, com a possibilidade de obter nota vermelha: foi rebaixado e posto em perspectiva negativa. Era BBB e passou a ser BBB-.

O que contou? A piora do perfil a dívida, a situação fiscal precária e a perspectiva ruim para o crescimento. Também pesaram a aqueda da arrecadação, pior do que se esperava num quadro recessivo, e as dificuldades políticas, que estão, obviamente, longe do fim.

Mas notem: a questão política é apenas um item da equação. O conjunto da obra é muito ruim.

O Standard & Poor’s já classifica o Brasil no grau especulativo. Agora o país está a apenas um degrau dessa condição tanto na Moody’s como na Fitch, que prevê que o déficit caminha para explosivos 9% do PIB.

A agência antevê ainda que o país terá dificuldades de cumprir os superávits de 0,7% e 1,3% do PIB em, respectivamente, 2016 e 2017, para quando prevê uma economia de modesto 0,5%, mas ainda sem muita convicção.

Pois é… Uma coisa é negociar aqui dentro o Ministério da Rebimboca da Parafuseta com os patriotas que costumam voejar sobre um governo moribundo. Outra, diferente, é dar truque em quem faz uma análise técnica da situação da economia.

Um eventual rebaixamento de mais uma agência seria muito ruim para o país; se for das outras duas grandes, bem, aí será dramático.

Toda a esperança do governo está na recriação da CPMF. Com esse novo rebaixamento, a pressão vai crescer. Mas, como sabemos, e a Fitch lembrou isso, o governo Dilma parece ter dificuldades para cortar gastos. Aí tenta transferir a pressão para o Congresso, que não parece disposto a pagar o pato.



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