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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Do monólogo ao diálogo – artigo de hoje no GLOBO


O Brasil padece de um mal persistente: os debates são substituídos por monólogos, por manipulação de preconceitos, por repetição cansativa de slogans e rótulos. Debater ideias dá trabalho, exige reflexão, argumentos, racionalidade. Muito mais fácil é agredir pessoas, questionar suas intenções, ofendê-las. Isso até o mais ignorante está em condições de fazer, e muito bem.


Virou moda entre a esquerda de hoje repetir que não se faz mais direitista como antigamente. É que os mortos não podem mais incomodar. Citam como exemplo figuras como Nelson Rodrigues ou Roberto Campos, ignorando que ambos foram vítimas da mesma estratégia pérfida que hoje usam contra os novos pensadores de direita. Não desejavam dialogar naquela época também.


Roberto Campos foi alvo de todo tipo de ataque pessoal, já que eram incapazes de refutar seus argumentos. Até a alcunha de Bob Fields ele recebeu, como se fosse um “entreguista” sem valores patrióticos. Mas se tem uma coisa que Campos buscou em sua longa vida pública foi o diálogo civilizado, a troca de ideias em busca conjunta pela verdade. A esquerda preferiu massacrá-lo com adjetivos.


Ele desabafou: “Não raro, essas questões fogem da análise do objeto em discussão e se agasalham num terreno de difícil acesso à indagação racional. Já não se discutem medidas, mas motivações. Já não se procura vincular a argumentação aos objetivos visados e aos meios escolhidos, senão que se busca frustrar o recomendado pela condenação sumária de quem recomenda.”


Leia mais aqui.


Rodrigo Constantino







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